Entre a Fé e o Limbo


A vida pode até rir, mas no final, é Deus quem dá a última palavra.

Tem dias em que eu acordo achando que agora vai. Que finalmente a vida entendeu que já me testou o suficiente e que, a partir daqui, tudo vai fluir. Mas, no minuto seguinte, ela dá risada na minha cara e sussurra: “Não vai não.”

E então vem o peso. O peso de quem já tentou tanto, de quem já acreditou mil vezes e, ainda assim, continua tropeçando nas mesmas pedras. O peso de quem cansa de ser forte, mas não tem outra escolha.

Às vezes, me sinto voltando para aquele lugar de quando eu era adolescente, quando tudo parecia um drama infinito e dormir era a única parte boa do dia. Só que agora não é drama, é cansaço. Agora eu sei que a vida não é um filme com uma trilha sonora inspiradora de superação no fundo. A vida é feita de dias bons e dias que são uma sequência de golpes no queixo.

Mas aí, bem no meio desse limbo, vem a .

Porque, se tem uma coisa que aprendi nesses últimos dias, é que Deus não nos deixa presos em ciclos à toa. Ele nos coloca diante dos mesmos desafios até que a gente aprenda a reagir diferente. Até que a gente entenda que paciência não é esperar com desespero, é confiar no processo.

E talvez seja isso. Talvez a evolução não esteja no fato de tudo dar certo de uma vez, mas na forma como a gente aguenta quando tudo dá errado. Talvez crescer não seja nunca mais cair, mas aprender a se levantar com mais leveza, sabendo que tem um propósito por trás de cada tombo.

Então, se hoje o dia terminou no chão, amanhã eu me levanto de novo. Porque a vida pode até rir, mas eu sei que, no final, é Deus quem dá a última palavra.

Publicado por Bruna Monma

Escritora e criadora de projetos autorais. Escrevo crônicas, reflexões e narrativas sobre identidade, tempo e o que não cabe em legendas. Acredito na palavra como forma de presença.

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