Eu estava em silêncio.
Meditando, o corpo relaxado e a alma aberta.
Uma frequência vibrava dentro de mim — não dava pra explicar. Só sentir.
E ali, no meio daquela onda invisível, comecei a conversar com Deus.
Disse que daria a minha vida pelas pessoas que eu amo.
Disse que faria isso sem hesitar, se isso salvasse pelo menos uma delas.
E Deus, que escuta até o que a gente não diz, soprou devagar dentro do meu coração:
“E pelas pessoas que você não ama tanto assim?”
“E pelas que você julga, rejeita ou odeia em silêncio?”
Fiquei em silêncio.
Engoli a resposta que não vinha.
E entendi.
Quanto mais amor — no sentido mais genuíno da palavra — eu tiver por qualquer pessoa, seja ela quem for, mais conectada com o Todo eu estou.
Porque amar só os meus é fácil.
Mas amar o outro simplesmente porque ele existe… é divino.
Eu talvez nunca consiga ser essa versão plena o tempo todo.
Mas enquanto eu buscar isso,
enquanto meu coração se abrir mesmo nas rachaduras,
eu já estarei vivendo a promessa do Criador: o amor que não acaba.

– b. monma