Meu top 10 filmes: Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças ou porque esquecer é às vezes lembrar demais.

Quem nunca desejou apagar alguém da memória?

Um amor que doeu demais, um nome que ainda pesa, um rosto que aparece até quando os olhos fecham. Quem nunca pensou: “seria mais fácil esquecer”?

Mas quanto mais penso, mais acredito que apagar é covardia.

Porque memórias podem sumir.

Mas os sentimentos, esses não obedecem a borracha nenhuma. Eles ficam ali, intocados, como cicatrizes invisíveis na pele da alma.

Já vivi um amor bonito demais para durar.

E aprendi que a dor não está no fim, mas no tanto de lembrança que a gente carrega.

Dói mais perder de vez. A morte, por exemplo, me parece injusta justamente porque nos deixa com a memória como único abraço possível.

E, ainda assim, prefiro ter as memórias.

Porque elas são o jeito mais próximo de saber que aquela pessoa de fato existiu.

Se eu apagasse, não seria eu.

Seria uma versão rasa, amputada de sentimentos e certezas.

E o mais curioso é que, mesmo sem lembranças, acho que o coração encontraria uma forma de sentir de novo.

Brilho Eterno me ensinou que o amor não se mede pelo tempo.

Se mede pelo impacto.

Pela marca que fica mesmo quando a história não fica.

E, no fundo, acho que todos nós carregamos dentro uma caixa secreta cheia de lembranças que nunca aceitaríamos apagar — por mais que doa.

– b. monma

Publicado por Bruna Monma

Escritora e criadora de projetos autorais. Escrevo crônicas, reflexões e narrativas sobre identidade, tempo e o que não cabe em legendas. Acredito na palavra como forma de presença.

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