Meu Top 10 Filmes: Frances Ha

Estar perdida também é estar viva.

A Frances me ensinou isso — ou talvez só tenha colocado em palavras aquilo que eu já vivia em silêncio.

Quem nunca?

Quem nunca se olhou no espelho e pensou: “E agora?”

Quem nunca achou que estava atrasada, que todo mundo tinha um plano, uma rota, um endereço certo… menos você?

Eu já me senti assim muitas vezes.

E a forma que encontrei de não me afogar foi rezar. Orar. Expandir a consciência até perceber que a vida não é uma linha reta, mas um mapa cheio de desvios.

Me conhecer foi o único GPS que funcionou até agora.

Minha cena favorita é quando a Frances descreve aquele momento único:

quando você e a pessoa que você ama estão no mesmo ambiente, em lugares diferentes, e se olham — não por ciúmes, não por posse, mas porque simplesmente é a sua pessoa no mundo.

Essa cena me encolhe e me expande ao mesmo tempo.

Porque é tão simples, e tão raro.

E sim, eu também danço no caos.

Tropeço, perco o ritmo, mas sigo.

Às vezes rio, às vezes choro, mas sempre me movimento — porque parar é morrer em câmera lenta.

Na vida adulta, a gente descobre que perde pessoas não por falta de amor, mas por conflito de agendas.

Você ama, mas não cabe.

Você se importa, mas não dá tempo.

E então entende que o carinho pode continuar mesmo que a rotina não continue junto.

No fim, talvez a maior lição seja essa:

estar perdida não é fracasso.

É só mais um jeito de estar viva.

– b. monma

Publicado por Bruna Monma

Escritora e criadora de projetos autorais. Escrevo crônicas, reflexões e narrativas sobre identidade, tempo e o que não cabe em legendas. Acredito na palavra como forma de presença.

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