Todo filme com Jennifer Aniston e Adam Sandler eu vou assistir. Não importa o roteiro, o ano, a crítica — se tiver os dois, eu sei que vou gostar. É química demais pra dar errado.
E Esposa de Mentirinha é meu preferido da dupla. Já assisti tantas vezes que perdi a conta. Mil? Talvez mais. E o mais curioso: rio todas as vezes. As mesmas piadas, as mesmas cenas. Como se fosse a primeira vez (ops, outro filme).
A cena da ovelha ressuscitada, por exemplo — eu choro de rir. E é por isso que esse filme me pega: porque me lembra que rir junto é tão essencial quanto amar. Que sem leveza, nenhum romance aguenta a rotina.
A vida real também é meio comédia romântica atrapalhada. Já vivi meus momentos dignos de roteiro: situações absurdas que só poderiam acontecer comigo, amores que começaram com tropeço, histórias que viraram piada interna. E percebi que é isso que fortalece: rir junto do caos.
No fundo, Esposa de Mentirinha ensina algo simples, mas enorme: às vezes a nossa pessoa tá o tempo todo do nosso lado — e a gente demora pra enxergar. Porque o amor não chega sempre vestido de drama, intensidade e trilha sonora de Oscar. Às vezes ele vem rindo, tropeçando, inventando desculpas, ressuscitando ovelhas.
E, sinceramente, que sorte é amar quem também faz a gente rir.
– b. monma