Meu Top 10 Filmes: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain 

Amélie acreditava que o mundo podia mudar com delicadezas invisíveis. Eu também.

Talvez porque desde pequena eu tenha aprendido a reparar nas frestas, nas coisas mínimas que a maioria das pessoas deixa passar. Como a palavra “paz” que eu insistia em escrever em todos os meus desenhos quando criança. Pequenos sinais do que, no fundo, eu sempre busquei.

Pequenos gestos me comovem porque são eles que realmente importam.

O abraço do meu noivo depois de um dia difícil.

O silêncio confortável da casa dos meus pais, onde sinto que pertenço.

O jeito como a minha irmã Duda, ainda tão nova, me ensina sem saber que é mestra — e que o amor mais puro vem disfarçado de inocência e coragem.

Eu me vejo na Amélie porque, assim como ela, vivo inventando histórias secretas para as pessoas. Observo, escuto, imagino. Transformo o que vejo, sinto e escuto em crônicas, como se cada olhar fosse uma fábula esperando ser escrita. No fundo, eu também sou um pouco responsável por criar a poesia que ainda existe no mundo.

O filme me ensinou que o amor não é feito só de grandes encontros, mas também de pequenos desvios, coincidências, detalhes quase invisíveis. Que talvez o destino seja isso: uma coleção de gestos minúsculos que, um dia, fazem sentido.

A cena que mais fica comigo é aquela em que Amélie escolhe se aproximar devagar, como quem tem medo de quebrar algo precioso. É exatamente assim que eu sinto o amor: não como um estrondo, mas como um cuidado. Uma paciência. Uma fé de que, no fim, pequenos gestos sempre chegam onde precisam chegar.

Porque, no meu fabuloso destino, ainda acredito que o mundo pode ser salvo pela delicadeza.

– b. monma

Publicado por Bruna Monma

Escritora e criadora de projetos autorais. Escrevo crônicas, reflexões e narrativas sobre identidade, tempo e o que não cabe em legendas. Acredito na palavra como forma de presença.

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