Ainda não estou pronta.
E, pela primeira vez, isso não soa como fraqueza.
Soa como verdade.
Existe um tempo em que Deus sussurra promessas no nosso espírito e, mesmo assim, o peito fica pequeno demais pra caber tudo.
É o tempo entre ouvir e entender.
Entre receber e viver.
Entre plantar e colher.
E talvez seja nesse intervalo, esse silêncio entre uma estação e outra que Ele mais trabalha.
Eu olho pra minha vida e vejo sementes que ainda estão debaixo da terra.
Coisas que plantei com fé, outras que enterrei com dor.
Algumas reguei com lágrimas, outras com coragem.
Mas, por mais que eu tente acelerar, há processos que só florescem quando Deus decide que a terra está pronta.
E hoje, no fundo, eu sei:
não é a colheita que falta.
É a maturidade que Ele constrói enquanto eu espero.
Porque promessa não é pressa, é preparo.
Plantar não é sobre força, é sobre confiar no invisível.
E colher não é sobre merecimento, é sobre tempo.
Eu ainda não estou pronta…
mas Deus está.
Ele nunca se atrasa, nunca se confunde, nunca se desespera.
Enquanto eu sinto medo, Ele vê futuro.
Enquanto eu hesito, Ele firma meus passos.
Enquanto eu penso que não consigo, Ele já sabe o dia da minha colheita.
E talvez essa seja a parte mais linda da fé:
podemos estar inacabadas, frágeis, desorganizadas e mesmo assim Deus continua cumprindo o que prometeu.
Então hoje eu descanso nisso:
não preciso estar pronta para viver o que Deus escreveu.
Só preciso estar disponível.
Disponível para aprender, para soltar, para recomeçar, para confiar.
Porque toda promessa tem um tempo.
Todo tempo tem um propósito.
E todo propósito começa num coração que admite:
“eu ainda não estou pronta… mas eu estou aqui.”
— b. monma