E que bom que nem todo mundo gosta de mim

Tem uma parte minha que vive num eterno teatrinho mental tentando agradar todo mundo. Um lado fofo, educado, que quer ser a melhor anfitriã do mundo até pra quem não pedi pra entrar na minha vida. Esse lado sonha com aprovação, tapinhas nas costas e o clássico “ai como ela é querida”.

Mas aí, graças a Deus (ou sei lá que força cósmica cuida da minha reputação), tem o outro lado. O lado que solta um risinho quase orgulhoso quando descobre que certas pessoas não gostam de mim.
Porque, francamente, ser bem-quista por gente que eu jamais seria me dá calafrios existenciais.

Tem gente que, se gostasse de mim, ia me fazer questionar seriamente meu caráter.
Ia me olhar no espelho e perguntar: “Você virou quem, pra essa pessoa te aprovar?”
E a resposta viria em tom de alerta vermelho piscando: “Alguém que você não é.”

Então eu sigo: entre agradar o mundo e ficar em paz comigo, escolho (quase sempre) a segunda opção.
E me consolo lembrando que até a mais suculenta das maçãs tem quem torça o nariz porque prefere banana.
(Eu, no caso, sou meio maçã azeda, meio maracujá dramático, e tá tudo bem.)

No fim, se algumas pessoas não gostam de mim, considero um elogio.
Talvez seja o universo me dizendo:

“Fica tranquila, você tá segura. Não corre o risco de ser igual a eles.”

– b. monma

Publicado por Bruna Monma

Escritora e criadora de projetos autorais. Escrevo crônicas, reflexões e narrativas sobre identidade, tempo e o que não cabe em legendas. Acredito na palavra como forma de presença.

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