Tem uma parte minha que vive num eterno teatrinho mental tentando agradar todo mundo. Um lado fofo, educado, que quer ser a melhor anfitriã do mundo até pra quem não pedi pra entrar na minha vida. Esse lado sonha com aprovação, tapinhas nas costas e o clássico “ai como ela é querida”.
Mas aí, graças a Deus (ou sei lá que força cósmica cuida da minha reputação), tem o outro lado. O lado que solta um risinho quase orgulhoso quando descobre que certas pessoas não gostam de mim.
Porque, francamente, ser bem-quista por gente que eu jamais seria me dá calafrios existenciais.
Tem gente que, se gostasse de mim, ia me fazer questionar seriamente meu caráter.
Ia me olhar no espelho e perguntar: “Você virou quem, pra essa pessoa te aprovar?”
E a resposta viria em tom de alerta vermelho piscando: “Alguém que você não é.”
Então eu sigo: entre agradar o mundo e ficar em paz comigo, escolho (quase sempre) a segunda opção.
E me consolo lembrando que até a mais suculenta das maçãs tem quem torça o nariz porque prefere banana.
(Eu, no caso, sou meio maçã azeda, meio maracujá dramático, e tá tudo bem.)
No fim, se algumas pessoas não gostam de mim, considero um elogio.
Talvez seja o universo me dizendo:
“Fica tranquila, você tá segura. Não corre o risco de ser igual a eles.”
– b. monma