A cidade que ainda não existe

Como você projetaria a cidade do futuro?

Quando penso na cidade do futuro, não consigo imaginá-la feita apenas de concreto, vidros espelhados e arranha-céus que rasgam o céu. Esse é o futuro que já existe — e ele não me seduz.

A cidade que eu projeto não é sobre velocidade, mas sobre presença. Seria uma cidade onde as pessoas não acordam com o peso da pressa, mas com o prazer da vida. Onde o tempo não é medido por relógios digitais que nos controlam, mas pelo nascer e pôr do sol.

Nela, não haveria outdoors gigantes que nos dizem o que comprar, mas árvores imensas que nos lembram quem somos. Não haveria filas no trânsito, mas rodas de conversa nas praças. Não haveria grades nas janelas, porque ninguém precisaria se proteger da violência.

O progresso, para mim, não pode continuar sendo confundido com barulho, consumo e pressa. O verdadeiro progresso seria resgatar a simplicidade, devolver ao humano aquilo que as máquinas nunca poderão sentir: a paz.

E talvez essa cidade ainda não exista, mas começa a nascer cada vez que alguém escolhe viver de forma mais consciente, mais presente, mais humana.

– b. monma

Publicado por Bruna Monma

Escritora e criadora de projetos autorais. Escrevo crônicas, reflexões e narrativas sobre identidade, tempo e o que não cabe em legendas. Acredito na palavra como forma de presença.

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