Não deixe o samba morrer

O samba, que já foi sangue do Brasil, anda esquecido. A nova geração samba com o dedo no feed, ao som de quinze segundos descartáveis.

E então aparece Virgínia, coroada rainha da Grande Rio. Um trono que pesa, um cargo gigante, e que incomoda. Incomoda porque os “artistas validados” não a reconhecem, reduzem-na a “subcelebridade”. Incomoda porque, em um Brasil onde ninguém mais samba, ela pode fazer milhões de jovens olharem para a avenida.

A verdade é que dói o sucesso de quem vem de fora da panelinha. Dói ver uma mulher que não pediu benção à indústria ocupar um dos maiores lugares do carnaval. Por isso atacam, por isso se mordem. Mas, enquanto eles discutem legitimidade, ela arrasta multidões.

E no fundo, talvez seja isso que salve o samba: a mistura do batuque ancestral com a geração do TikTok. Não é romântico. Mas é real.

– b. monma

Publicado por Bruna Monma

Escritora e criadora de projetos autorais. Escrevo crônicas, reflexões e narrativas sobre identidade, tempo e o que não cabe em legendas. Acredito na palavra como forma de presença.

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