“Você só vai saber o que é amor quando tiver um filho menino.” Foi isso que eu ouvi. Levei alguns segundos para entender a dimensão da frase, porque estou grávida de uma menina. Uma menina que eu queria, que eu escolhi querer antes mesmo de saber que existia. Quando descobri que ela estava ali, dentroContinuarContinuar lendo “O amor não tem sexo”
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O fim da ressaca como identidade
Durante muito tempo, a ressaca foi uma medalha. Sinal de que você viveu, curtiu, sobreviveu à própria intensidade. Era quase uma gíria geracional: “tô acabada, mas foi bom demais”. Hoje, essa frase soa datada. A ressaca perdeu o glamour. A nova geração não quer pagar o preço da euforia. O álcool deixou de ser oContinuarContinuar lendo “O fim da ressaca como identidade”
A hora em que a noite dormiu
Eu nasci em 96. Vivi a noite de São Paulo na época em que ela parecia infinita: 1h da manhã e o fim de semana só estava começando, balada era ritual, e o copo cheio fazia parte do uniforme. Esse último fim de semana na cidade me deu outro retrato. À uma da manhã, portasContinuarContinuar lendo “A hora em que a noite dormiu”
Não deixe o samba morrer
O samba, que já foi sangue do Brasil, anda esquecido. A nova geração samba com o dedo no feed, ao som de quinze segundos descartáveis. E então aparece Virgínia, coroada rainha da Grande Rio. Um trono que pesa, um cargo gigante, e que incomoda. Incomoda porque os “artistas validados” não a reconhecem, reduzem-na a “subcelebridade”.ContinuarContinuar lendo “Não deixe o samba morrer”
Capítulo 7- Quem vai salvar o mundo? – Entre culpa, esperança e legado
Cada geração carrega um fardo invisível: o de consertar o que a anterior deixou — e o de não fracassar como a próxima talvez veja. O planeta está quente. A saúde mental, em ruínas. Os vínculos, frágeis. E no meio disso tudo, há uma pergunta que ninguém faz em voz alta, mas todo mundo senteContinuarContinuar lendo “Capítulo 7- Quem vai salvar o mundo? – Entre culpa, esperança e legado”
Capítulo 6- O corpo nas gerações: entre contenção, culto e desconexão
O corpo nunca foi só carne. Sempre foi política, promessa, punição e, em alguns casos, a única forma de ser visto. Cada geração foi ensinada a habitar o próprio corpo de um jeito. E quase nenhuma foi ensinada a habitá-lo com paz. 🪶 Geração Silenciosa (1928–1945): o corpo como ferramenta de sobrevivência Corpo era força deContinuarContinuar lendo “Capítulo 6- O corpo nas gerações: entre contenção, culto e desconexão”
Capítulo 5- Espiritualidade entre gerações: entre a culpa, o sagrado e a busca por sentido
Nem toda fé nasce de luz. Às vezes, ela nasce do medo. Da dor. Do desespero. Cada geração, à sua maneira, tentou fazer sentido da vida — ou, ao menos, suportar o absurdo dela. A forma muda. Mas o vazio, esse… é universal. 🙏🏼 Geração Silenciosa (1928–1945): fé como obediência Deus era figura de autoridade. IgrejaContinuarContinuar lendo “Capítulo 5- Espiritualidade entre gerações: entre a culpa, o sagrado e a busca por sentido”
Capítulo 4 – Gerações no trabalho: da labuta silenciosa ao burnout performático
Nenhuma geração escapou do trabalho — mas cada uma foi ensinada a lidar com ele de um jeito. Para algumas, era honra. Para outras, mal necessário. Para algumas, destino. Para outras, prisão com Wi-Fi. No fundo, todas tentam responder à mesma pergunta: Quanto da minha vida eu preciso entregar pra valer a pena? 🧱 Geração SilenciosaContinuarContinuar lendo “Capítulo 4 – Gerações no trabalho: da labuta silenciosa ao burnout performático”
Capítulo 3- Amor em tempos diferentes: o que cada geração entendeu (ou não) sobre vínculos
Cada geração aprende a amar com o vocabulário emocional que recebeu. Algumas aprenderam com silêncio. Outras, com obrigações. Algumas, com excesso. Outras, com ausência. Mas todas, de alguma forma, seguem tentando dizer: eu te amo, mesmo sem ter ouvido direito. 🤐 Geração Silenciosa (1928–1945): amor que não se fala Essa geração aprendeu que amar era prover,ContinuarContinuar lendo “Capítulo 3- Amor em tempos diferentes: o que cada geração entendeu (ou não) sobre vínculos”
Capítulo 2- O tempo da infância: o que foi reprimido, o que foi dissolvido, o que sobreviveu
Infância é onde tudo começa — inclusive o que vai doer daqui a vinte anos. É onde o tempo tem cheiro. Cheiro de terra molhada, de colo ou de medo. Mas esse tempo não é o mesmo para todos. Cada geração aprendeu o que era ser criança a partir do que o mundo podia oferecerContinuarContinuar lendo “Capítulo 2- O tempo da infância: o que foi reprimido, o que foi dissolvido, o que sobreviveu”
Capítulo 1- Nostalgia x Inovação: o fio que separa e conecta as gerações
O tempo não é só uma linha reta. É um novelo — cheio de nós, repetições e voltas no mesmo ponto. E se há um fio que costura todas as gerações, ele se chama memória. Mas o que fazemos com ela é que muda com o tempo: Alguns a silenciam, outros a romantizam. Alguns aContinuarContinuar lendo “Capítulo 1- Nostalgia x Inovação: o fio que separa e conecta as gerações”
Entre gerações: o que herdamos, o que criamos, o que deixamos
Antes de sermos geração, fomos consequência. De guerras, ditaduras, revoluções tecnológicas e silêncios emocionais que atravessaram famílias inteiras. A Geração Silenciosa (1928–1945) aprendeu a sobreviver em meio à escassez e à rigidez. Filhos da guerra e da repressão, viveram para obedecer e reconstruir. Choravam escondido, se chorassem. Os Baby Boomers (1946–1964) nasceram quando o mundoContinuarContinuar lendo “Entre gerações: o que herdamos, o que criamos, o que deixamos”
o que (não) vemos pela janela
Assisti àquela série nova da Netflix, Adolescência, e confesso que passei os 40 minutos com um aperto no peito e um milhão de pensamentos na cabeça. A câmera não pisca. A gente também não consegue piscar. Porque ali, naquela escola, naquela tensão toda, naquele menino perdido entre likes, ameaças e o peso de existir, moraContinuarContinuar lendo “o que (não) vemos pela janela”