Estamos vivendo uma era obcecada por eficiência. Automatizar tudo. Otimizar tudo. Escalar tudo. Inclusive, e principalmente, aquilo que nasce da alma.
Eu uso IA. Gosto de tecnologia. Vejo beleza na inteligência artificial quando ela amplia, organiza e potencializa processos. Mas existe uma fronteira que, pra mim, é inegociável: a criação.
A parte mais bonita do meu trabalho é sentar diante do vazio, pensar, errar, reescrever, duvidar, rasgar, voltar, insistir, até que alguma coisa finalmente diga: agora sou eu.
Criar não é só produzir.
É atravessar.
Quando alguém me diz:
“Já pensou em uma outra Bruna que escrevesse igual a você?”, a pergunta até parece prática… mas ela ignora o essencial: eu não escrevo para ganhar tempo, eu escrevo para existir.
A tecnologia pode me ajudar a estruturar, organizar, revisar, distribuir. Mas a experiência de criar, essa não é delegável. Porque é ali que eu me reconheço. É ali que eu me encontro. É ali que eu permaneço humana.
Não somos máquinas criativas. Somos consciências em processo.
E, num mundo que quer transformar tudo em atalho, produtividade e performance, eu escolho proteger o que ainda é lento, imperfeito, sensível e profundamente meu.
Não tirem isso de mim.
Porque se um dia a gente terceirizar até a própria voz, não vai sobrar eficiência nenhuma que compense o silêncio.
– b. monma✨