Não é só cansaço, se fosse, dormir resolveria. O que sinto e vejo ao redor, é outra coisa. Uma espécie de saturação silenciosa. Como se tudo estivesse acontecendo o tempo inteiro, mas nada realmente me atravessasse. O corpo segue funcionando, respondendo, cumprindo. Mas a vida… vida passa como se não deixasse marcas. Há sempre algoContinuarContinuar lendo “Cansaço, estímulo e a morte da autenticidade”
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A sociedade do cansaço não nasceu agora
Byung-Chul Han não escreveu sobre o futuro. Ele escreveu sobre nós, cansados antes mesmo de admitir. A sensação de esgotamento que atravessa esta década costuma ser atribuída ao digital, às redes, à pressa moderna. Mas isso é só a superfície. O cansaço que sentimos hoje não nasceu agora. Ele apenas sofisticou sua forma de existir.ContinuarContinuar lendo “A sociedade do cansaço não nasceu agora”
O fim da ressaca como identidade
Durante muito tempo, a ressaca foi uma medalha. Sinal de que você viveu, curtiu, sobreviveu à própria intensidade. Era quase uma gíria geracional: “tô acabada, mas foi bom demais”. Hoje, essa frase soa datada. A ressaca perdeu o glamour. A nova geração não quer pagar o preço da euforia. O álcool deixou de ser oContinuarContinuar lendo “O fim da ressaca como identidade”