Eu estou aqui, mas não sou daqui

Há sempre essa sensação de inadequação silenciosa, como se todos os lugares fossem pequenos demais para o que ainda não aconteceu em mim. Em qualquer sala, em qualquer cidade, em qualquer fase, eu me sinto menor do que sou e, ao mesmo tempo, estranhamente maior do que tudo isso. Lá na frente é escuro. NãoContinuarContinuar lendo “Eu estou aqui, mas não sou daqui”

Quando viver vira sobrevivência

Liberdade, em tese, é fazer o que se quer. Sobrevivência é fazer o que se pode, dentro da condição financeira, emocional, psíquica que se tem. Em algum ponto da história recente, o básico deixou de ser ponto de partida e virou meta. Trabalhar para comer. Trabalhar para morar. Trabalhar para continuar trabalhando. Descansar passou aContinuarContinuar lendo “Quando viver vira sobrevivência”

Natal não é sobre excesso

O Natal costuma ser vendido como abundância. Mesa cheia, casa cheia, agenda cheia, sentimentos embalados em papel dourado. Mas talvez o que falte não seja mais coisa alguma. Talvez falte silêncio. Presença. Verdade. Há algo profundamente contraditório em celebrar o nascimento de alguém que pregou desapego, simplicidade e amor radical… cercados de excessos que nosContinuarContinuar lendo “Natal não é sobre excesso”

Entre o feminismo e o silêncio

Escrever, pra mim, é uma forma de cura. Não escrevo pra ser lida, escrevo pra existir. Mas ainda assim me escondo.Como se mostrar minha palavra fosse o mesmo que tirar a roupa diante do mundo. Talvez por isso admire tanto as mulheres que ousaram se despir em público não de corpo, mas de alma. AsContinuarContinuar lendo “Entre o feminismo e o silêncio”

O que se vê quando a vitrine quebra

A gente achava que a vitrine era o mundo. Que o vidro brilhava porque era puro, e não porque refletia as luzes artificiais que a gente mesmo pendurou ali. A gente chamava de liberdade. De sucesso. De “conquistar o que é seu”. E por muito tempo, isso bastou. Mas um dia a vitrine quebrou. TalvezContinuarContinuar lendo “O que se vê quando a vitrine quebra”

 O dia em que a vitrine quebrou

Depois do exposed fashionista, a China não parou por aí. Ela continuou puxando o fio da etiqueta e, quando a gente viu, a vitrine toda tinha caído. O que sobrou foi aquilo que ninguém gosta de encarar: as contradições do sistema que a gente aprendeu a chamar de liberdade. Entre uma sanção aqui e umaContinuarContinuar lendo ” O dia em que a vitrine quebrou”

O Exposed Mais Caro do Mundo

Outro dia, enquanto passava o dedo pelas novidades do TikTok com a leve intenção de não pensar em nada, apareceu um vídeo que prendeu minha atenção. Uma moça dizia, animada, que tinha garantido sua bolsa Hermès com 80% de desconto — “depois do exposed da China”, ela completava. Fiquei curiosa. E fui atrás. O queContinuarContinuar lendo “O Exposed Mais Caro do Mundo”

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