Bruna por Bruna em: A anatomia secreta da sensibilidade

Dizem que é só o corpo. Que é carne, osso, hormônio, desgaste. Mas o meu sempre soube que era mais: um rádio antigo, chiando todas as frequências ao mesmo tempo. Ser um corpo sensível, neste século cansado, é acordar todos os dias em cima de um fio desencapado. O mundo liga o botão da luz,ContinuarContinuar lendo “Bruna por Bruna em: A anatomia secreta da sensibilidade”

26 lições que levo para 2026

Em 2025 eu não apenas vivi.Eu aprendi.E nem todo aprendizado foi gentil. Perdi tempo e talvez essa tenha sido a maior perda.Trabalhei demais, sobrevivi demais, me doei demais, enquanto a vida, silenciosa, pedia presença.Mas junto com essa perda veio o maior ganho: propósito.Porque quando a gente entende por que caminha, o peso do caminho muda.ContinuarContinuar lendo “26 lições que levo para 2026”

O Homem Que Não Cabia no Próprio Ego

Nem todo monstro late. Alguns chegam com sorriso de manual, perfume de respeito e promessas ensaiadas. Alguns te mandam bom dia com a mesma boca que mais tarde vai cuspir insultos. Eles não destroem móveis, destroem você. E ainda esperam ouvir “desculpa enquanto varre seus próprios cacos do chão. Ele entra na vida como quemContinuarContinuar lendo “O Homem Que Não Cabia no Próprio Ego”

A cidade que nunca chega

São Paulo, 1976. O jornal fala de enchentes, poluição e promessas políticas. De carros que já não cabiam nas ruas, e de pessoas que já não cabiam nos sonhos. Diziam que era o preço do progresso. Me pergunto: e se o progresso for justamente o que nos impede de progredir? A cidade crescia mais rápidoContinuarContinuar lendo “A cidade que nunca chega”

Entre o fogo e o mar

Há dias em que minha alma pede fogo: intensidade, paixão, aquele arrebatamento que consome. Outros dias, ela pede o mar: vastidão, paz, o silêncio que abraça. E eu, como sempre, fico no entre. A fé cristã me sussurra que o “entre” é um lugar de travessia. Como o povo no deserto, entre a escravidão eContinuarContinuar lendo “Entre o fogo e o mar”

Crônicas do Agora: Deus me lê melhor que os algoritmos

O mundo inteiro quer prever o que eu gosto. Mas só Deus entende o que eu preciso — mesmo quando eu não sei explicar. O TikTok me entrega o vídeo certo. O Instagram me mostra frases que parecem ter sido escritas pra mim. O algoritmo me conhece — mas não me cura. Deus, por outroContinuarContinuar lendo “Crônicas do Agora: Deus me lê melhor que os algoritmos”

Crônicas do Agora: A mulher que cansou de se calar

Crônicas do Agora: A mulher que cansou de se calar Ela não grita. Mas também não abaixa mais a cabeça. O silêncio que antes era medo agora é escolha. E a fala, liberdade. Ela sempre foi educada. Boazinha. Daquelas que se desculpam por existir um pouco demais. Que diziam “tudo bem” até quando doía. QueContinuarContinuar lendo “Crônicas do Agora: A mulher que cansou de se calar”

Crônicas do Agora: Quando descansar virou um ato político

Descansar nunca foi só sobre deitar. É sobre dizer “não” a um sistema que exige que a gente se esgote para se sentir útil. Nos ensinaram que descansar é preguiça. Que parar é perder tempo. Que só merece respeito quem vive correndo. Mas a verdade é que existe revolução no ato de pausar. Existe rebeldiaContinuarContinuar lendo “Crônicas do Agora: Quando descansar virou um ato político”

Crônicas do Agora: A geração que se cansou de fingir leveza

Entre sorrisos forçados no Instagram e crises abafadas no travesseiro, algo dentro de nós grita: “cansei.” Ela acordou com o despertador e uma vontade absurda de não existir hoje. Olhou o celular, postou um story com café e escreveu: “gratidão pelo novo dia.” Mas ninguém viu a insônia. Ninguém viu o choro abafado no banhoContinuarContinuar lendo “Crônicas do Agora: A geração que se cansou de fingir leveza”

A pressa de ser tudo

e a capinha do celular que me lembrou de ser só o que eu posso agora – por b. monma Outro dia, peguei o celular para responder alguém — provavelmente mais uma cobrança disfarçada de gentileza — e me dei de cara com a frase que carrego todos os dias sem perceber: “Slow down, you’reContinuarContinuar lendo “A pressa de ser tudo”

O som que o universo faz quando ninguém está ouvindo

Dizem que tudo vibra. Que o mundo não é feito de matéria, mas de ritmo. Que somos, cada um de nós, uma pequena corda invisível tocando uma nota única no violão do cosmos. E se isso for verdade, talvez o meu bloqueio criativo seja só uma pausa entre duas notas. Uma respiração do universo antesContinuarContinuar lendo “O som que o universo faz quando ninguém está ouvindo”

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