O mito da liberdade plena

Eu tenho pensado muito sobre liberdade e talvez essa seja uma das ideias mais bonitas (e mais mal compreendidas) que a gente aprende ao longo da vida. Durante muito tempo, eu achei que liberdade era um lugar. Um estado. Uma forma de viver onde eu poderia ser totalmente eu, sem limites, sem concessões, sem precisarContinuarContinuar lendo “O mito da liberdade plena”

O primeiro sacrifício

Eu não acho que a gente desiste dos sonhos de uma vez. Se fosse assim, talvez fosse mais fácil. Mais honesto, até, mas não é isso que acontece. A gente aprende a adiar: “Depois eu faço.”; “Agora não é o momento.”; “Quando as coisas estiverem mais organizadas.” E esse depois vai ficando cada vez maisContinuarContinuar lendo “O primeiro sacrifício”

Pais emocionalmente ausentes não sabiam que estavam ausentes

Existe um tipo de ausência que não abandona, não grita, não machuca de forma explícita. Ela acontece em silêncio, é a ausência emocional. Pais emocionalmente ausentes não eram frios, negligentes ou indiferentes. Na maioria das vezes, eram presentes, trabalhavam, cuidavam, protegiam. Mas não sabiam escutar o que não sabiam nomear. Eles também aprenderam a engolirContinuarContinuar lendo “Pais emocionalmente ausentes não sabiam que estavam ausentes”

A máscara social

Eu sempre fui muito eu. Desde pequena. Vaidosa, criativa, sentimental. Sempre tive um senso muito claro do que me incomodava e do que fazia sentido pra mim. Nunca gostei de dormir no quarto dos meus pais. Parei de usar fralda muito cedo porque aquilo me incomodava. Quando perdi a chupeta, chorei a noite inteira, masContinuarContinuar lendo “A máscara social”

A crise de identidade contemporânea

Tenho pensado e estudado muito sobre identidade, não como conceito teórico, desses que a gente lê em livros ou discute em sala de aula, mas como experiência real, aquela que aparece quando a vida fica silenciosa o suficiente para que algumas perguntas difíceis finalmente tenham espaço. Uma delas tem me acompanhado há algum tempo: emContinuarContinuar lendo “A crise de identidade contemporânea”

O brasileiro que espera um milagre com troco de pão

Conheço gente que joga na loteria todos os dias. Todos. Os. Dias. Gente organizada. Trabalhadora. Gente que paga boleto antes do vencimento e guarda o comprovante numa pastinha. Há anos. Nunca ganhou mais do que o suficiente para pagar outro jogo, é quase poético. A pessoa não ganha dinheiro, ganha continuidade. Se tivesse investido oContinuarContinuar lendo “O brasileiro que espera um milagre com troco de pão”

O que cada geração fez com a própria dor

Toda geração herda algo que não pediu, nem sempre é uma história contada. Às vezes é um silêncio, às vezes um jeito de reagir, às vezes uma culpa que aparece mesmo quando a intenção era fazer diferente. Tenho pensado muito nisso porque, em mim, a pergunta sempre volta: por que eu faço isso, mesmo sabendo?ContinuarContinuar lendo “O que cada geração fez com a própria dor”

Nota

Passei o dia revisando e editando o livro Entre Gerações, que será publicado nos próximos dias. Esperei respostas de editoras e considerei outros caminhos, mas entendi que a publicação não podia depender apenas disso. Este livro foi escrito a partir do presente, do cansaço coletivo, das dores emocionais que atravessam gerações e da sensação deContinuarContinuar lendo “Nota”

Minha visão política mudou. E isso diz mais sobre a vida do que sobre política.

Sua visão política mudou ao longo do tempo? Sim. Minha visão política mudou ao longo do tempo. E não porque eu troquei de ideologia, mas porque eu cresci. Quando a gente é mais novo, tudo parece simples. Existe o certo, o errado, o vilão, o herói, a solução pronta. Depois a vida acontece. E aContinuarContinuar lendo “Minha visão política mudou. E isso diz mais sobre a vida do que sobre política.”

Está todo mundo exausto.

(Sobre viver em alta rotação num mundo que não sabe mais parar) Não é uma impressão isolada. Está no ar. No comércio, nas conversas rápidas, nos silêncios longos, nas mensagens que demoram mais para ser respondidas, nos olhos que perderam um pouco do brilho. Até quem não sabe explicar direito só repete a mesma palavra:ContinuarContinuar lendo “Está todo mundo exausto.”

O Homem Que Não Cabia no Próprio Ego

Nem todo monstro late. Alguns chegam com sorriso de manual, perfume de respeito e promessas ensaiadas. Alguns te mandam bom dia com a mesma boca que mais tarde vai cuspir insultos. Eles não destroem móveis, destroem você. E ainda esperam ouvir “desculpa enquanto varre seus próprios cacos do chão. Ele entra na vida como quemContinuarContinuar lendo “O Homem Que Não Cabia no Próprio Ego”

Por que procrastinamos tanto? (spoiler: dopamina, medo e um cérebro meio cagado)

Toda sexta tem texto novo dessa série aqui. Então se você, assim como eu, tá tentando virar adulto sem se sentir um completo fracasso, volta na próxima semana. A gente tropeça, ri, chora e tenta de novo — juntos. Eu me pego postergando tudo que possa ser postergado. Tudo. Se der pra deixar pra amanhã,ContinuarContinuar lendo “Por que procrastinamos tanto? (spoiler: dopamina, medo e um cérebro meio cagado)”

Capítulo 1- Nostalgia x Inovação: o fio que separa e conecta as gerações

O tempo não é só uma linha reta. É um novelo — cheio de nós, repetições e voltas no mesmo ponto. E se há um fio que costura todas as gerações, ele se chama memória. Mas o que fazemos com ela é que muda com o tempo: Alguns a silenciam, outros a romantizam. Alguns aContinuarContinuar lendo “Capítulo 1- Nostalgia x Inovação: o fio que separa e conecta as gerações”

Entre gerações: o que herdamos, o que criamos, o que deixamos

Antes de sermos geração, fomos consequência. De guerras, ditaduras, revoluções tecnológicas e silêncios emocionais que atravessaram famílias inteiras. A Geração Silenciosa (1928–1945) aprendeu a sobreviver em meio à escassez e à rigidez. Filhos da guerra e da repressão, viveram para obedecer e reconstruir. Choravam escondido, se chorassem. Os Baby Boomers (1946–1964) nasceram quando o mundoContinuarContinuar lendo “Entre gerações: o que herdamos, o que criamos, o que deixamos”

O Futuro Chegou e Eu Estava de Fone

A gente sempre imaginou que o futuro seria um evento grandioso, uma mudança radical que viria com carros voadores e robôs humanoides. Mas, na verdade, ele chegou silencioso e sorrateiro, se infiltrando nos nossos bolsos, nos nossos fones de ouvido, no nosso jeito de interagir com o mundo. Eu só queria desligar a mente. NadaContinuarContinuar lendo “O Futuro Chegou e Eu Estava de Fone”

Manual de sobrevivência para lidar com gente sem vergonha

Acordei às seis da manhã porque sou trouxa. Podia dormir até as oito, mas levantei, joguei beach tennis, suei, corri pra casa, troquei de roupa e antes das dez já tinha feito mais pelo meu dia do que certas pessoas fizeram em anos. A diferença entre nós? Eu resolvo problemas, enquanto tem gente que sóContinuarContinuar lendo “Manual de sobrevivência para lidar com gente sem vergonha”

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