Se você está aqui, não é por acaso. Você leu meus textos quando eles ainda eram perguntas soltas. Acompanhou quando eu escrevia sem saber exatamente o que estava fazendo, só sentindo. Viu esse tema voltar, insistir, amadurecer comigo. Entre Gerações não surgiu do nada. Ele é consequência de tudo que foi escrito aqui antes. DasContinuarContinuar lendo “Para quem ficou”
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A parte mais bonita do meu trabalho é criar, não tirem isso de mim
Estamos vivendo uma era obcecada por eficiência. Automatizar tudo. Otimizar tudo. Escalar tudo. Inclusive, e principalmente, aquilo que nasce da alma. Eu uso IA. Gosto de tecnologia. Vejo beleza na inteligência artificial quando ela amplia, organiza e potencializa processos. Mas existe uma fronteira que, pra mim, é inegociável: a criação. A parte mais bonita doContinuarContinuar lendo “A parte mais bonita do meu trabalho é criar, não tirem isso de mim”
Metade do caminho é acreditar
Metade do caminho é acreditar.A outra metade é continuar mesmo quando a fé treme,mesmo quando o chão não responde,mesmo quando ninguém aplaude. Acreditar não é certeza.É escolha diária.É acordar sem garantias e ainda assim ir. É dar nome ao que ainda não existee caminhar como se já estivesse a caminho. Porque quem espera sentir segurançaContinuarContinuar lendo “Metade do caminho é acreditar”
As mulheres que escreveram antes de mim
Há mulheres que não apenas escrevem, abrem caminhos. A minha escrita nasceu assim: atravessada por vozes femininas que chegaram cedo demais para serem apenas referências e tarde demais para serem esquecidas. Desde muito nova, eu lia mulheres. Lia com fome. Lia como quem encontra espelhos antes de aprender a se olhar. Transcrevia trechos em cadernos,ContinuarContinuar lendo “As mulheres que escreveram antes de mim”
Escrever, mesmo quando dá medo
Não foi uma epifania. Foi uma dúvida. Aquelas que não chegam gritando, chegam sentando no sofá, cruzando as pernas, olhando pra você como quem diz: “e o futuro?” Escrever sempre foi o jeito que encontrei de colocar minhas ideias no mundo. Não porque eu quisesse ser ouvida. Mas porque, se eu não escrevesse, elas ficavamContinuarContinuar lendo “Escrever, mesmo quando dá medo”
a beleza altamente despretensiosa de ser eu
Eu passei boa parte da minha vida tentando ser impecável.O problema é que a impecabilidade sempre teve o péssimo hábito de chegar atrasada.E eu, que sempre fui pontual com minhas próprias expectativas, vivia correndo atrás de uma versão minha que só existia nos dias bons e olhe lá. Foi aí que descobri uma filosofia japonesaContinuarContinuar lendo “a beleza altamente despretensiosa de ser eu”
Sobre não ter o que dizer
Uma vez, alguém me mandou uma mensagem no blog perguntando como eu fazia pra não cair em bloqueios criativos. Na época, respondi com honestidade — disse que escrevia porque escrevia. Porque era natural, fluía, escorria como pensamento molhado em vidro. Não sei se menti. Ou se só respondi de dentro de uma fase fértil, dessasContinuarContinuar lendo “Sobre não ter o que dizer”