Quando tudo é urgente, nada é sagrado

Houve um tempo em que o dia não era medido em notificações.O tempo passava pelo corpo, pelo sol, pela fome, pelo cansaço.Até que alguém decidiu capturá-lo. O relógio mecânico não nasceu neutro.Ele nasceu para organizar fábricas, turnos, produção.Para transformar horas em rendimento.Minutos em desempenho.Segundos em lucro. Desde então, o tempo deixou de ser vivido —ContinuarContinuar lendo “Quando tudo é urgente, nada é sagrado”

Sobre ver demais

Outro dia me peguei pensando se esse meu hábito de cavar sentido em tudo é benção ou cilada. Se esse jeito de sondar o invisível, fuçar silêncio e farejar nuances é um dom espiritual ou só o meu jeito preferido de enlouquecer com classe. Tem gente que vive no raso, e olha — admiro. DeveContinuarContinuar lendo “Sobre ver demais”

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