Eu não quis escrever

Fiquei em silêncio. E não foi aquele silêncio bonito de quem medita olhando o mar, foi um silêncio meio torto, meio cheio de ruído por dentro. Como se eu tivesse fechado a porta do blog, mas esquecido todas as janelas abertas dentro de mim. Eu não escrevi. E, pior: por alguns dias, eu não quisContinuarContinuar lendo “Eu não quis escrever”

Quando tudo é urgente, nada é sagrado

Houve um tempo em que o dia não era medido em notificações.O tempo passava pelo corpo, pelo sol, pela fome, pelo cansaço.Até que alguém decidiu capturá-lo. O relógio mecânico não nasceu neutro.Ele nasceu para organizar fábricas, turnos, produção.Para transformar horas em rendimento.Minutos em desempenho.Segundos em lucro. Desde então, o tempo deixou de ser vivido —ContinuarContinuar lendo “Quando tudo é urgente, nada é sagrado”

Relato de uma sobrevivente do próprio dia

Comecei o dia lutando com o despertador. Quer dizer, lutando é um exagero. Eu só perdi mesmo. Adiei uma, duas, duzentas vezes, na ilusão de que cinco minutos fariam alguma diferença na minha vida. Spoiler: não fizeram. Levantei com a energia de um celular no modo economia, mas decidi começar o dia relax. Namorei meuContinuarContinuar lendo “Relato de uma sobrevivente do próprio dia”

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