
Sábado de Carnaval. Enquanto o Brasil acordava com glitter no rosto e ressaca moral, eu estava de pé às 7h da manhã no primeiro round, pronta para enfrentar um dia inteiro de trabalho. E quando eu digo pronta, quero dizer uma pilha de ansiedade, estresse e cansaço. Porque nada grita “alegria, alegria” como uma jornada de 11 horas de labuta, cercada por clientes apressados e mau educados.
O tempo passava num ritmo estranho, oscilando entre a velocidade de um piscar de olhos e a eternidade de uma fila de banco. Meio-dia bateu, e eu já estava reconsiderando todas as minhas escolhas de vida. Mas eis que chegam meus pais. Só de vê-los ali, alguma coisa dentro de mim se ajeitou. Um respiro. Um up necessário para continuar. Família tem disso – um jeito inexplicável de segurar a gente, mesmo quando a gente já estava meio caindo.
Às 18h, saí, fui pra casa. Banho, lágrima discreta, porque ninguém é de ferro, e o necessário ritual de “vamos fingir que temos energia para continuar”. Me arrumei com aquela vibe de “não queria estar fazendo isso”, mas a vida chamava. Segunda rodada.
Desci para o segundo round, pra minha surpresa, estavam lá minhas primas. E de repente, o astral mudou. Porque tem gente que chega e simplesmente faz o dia valer a pena. Gente que ri com você, que tira o peso da sua cabeça sem precisar dizer uma palavra. E a gente percebe, no meio das batalhas silenciosas que travamos todos os dias, que algumas pessoas são nosso resgate.
No final, é sempre isso: a vida pode até pesar, mas quem segura a outra ponta da corda faz toda a diferença. E você, já percebeu quem são os seus resgates nos dias pesados?
Não podemos viver pela emoção
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https://thiagohugo1.wordpress.com/
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Temos que viver pela razão
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Uma escrita corajosa, cada vez apreciando mais… 🤩
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