Eu não acho que a gente desiste dos sonhos de uma vez. Se fosse assim, talvez fosse mais fácil. Mais honesto, até, mas não é isso que acontece. A gente aprende a adiar: “Depois eu faço.”; “Agora não é o momento.”; “Quando as coisas estiverem mais organizadas.” E esse depois vai ficando cada vez maisContinuarContinuar lendo “O primeiro sacrifício”
Arquivos da tag:rotina
Eu não quis escrever
Fiquei em silêncio. E não foi aquele silêncio bonito de quem medita olhando o mar, foi um silêncio meio torto, meio cheio de ruído por dentro. Como se eu tivesse fechado a porta do blog, mas esquecido todas as janelas abertas dentro de mim. Eu não escrevi. E, pior: por alguns dias, eu não quisContinuarContinuar lendo “Eu não quis escrever”
Devotion
Enquanto tocava Devotion, eu senti como se alguém tivesse tirado o ar do ambiente e me deixado ali, parada, respirando só pelas beiradas. A voz dele vinha falhando de propósito, quase como quem diz: “olha, isso aqui é o máximo que eu consigo dar agora, e espero que seja suficiente”. E no fundo, era. PorqueContinuarContinuar lendo “Devotion”
Sobrevivendo ao Sábado de Carnaval (ou Como a Gente se Segura nos Nossos)
Sábado de Carnaval. Enquanto o Brasil acordava com glitter no rosto e ressaca moral, eu estava de pé às 7h da manhã no primeiro round, pronta para enfrentar um dia inteiro de trabalho. E quando eu digo pronta, quero dizer uma pilha de ansiedade, estresse e cansaço. Porque nada grita “alegria, alegria” como uma jornadaContinuarContinuar lendo “Sobrevivendo ao Sábado de Carnaval (ou Como a Gente se Segura nos Nossos)”
Relato de uma sobrevivente do próprio dia
Comecei o dia lutando com o despertador. Quer dizer, lutando é um exagero. Eu só perdi mesmo. Adiei uma, duas, duzentas vezes, na ilusão de que cinco minutos fariam alguma diferença na minha vida. Spoiler: não fizeram. Levantei com a energia de um celular no modo economia, mas decidi começar o dia relax. Namorei meuContinuarContinuar lendo “Relato de uma sobrevivente do próprio dia”
O Dia em que Faltou Luz e Sobramos Nós
Era uma quarta-feira comum até que, do nada, voltamos no tempo para a Idade Média. Não porque o mundo acabou, mas porque esquecemos de pagar a conta de luz. Um detalhe besta, um mero descuido, um sinal claro de que a vida adulta é basicamente um looping de boletos, prazos e esquecimentos estratégicos. A verdade?ContinuarContinuar lendo “O Dia em que Faltou Luz e Sobramos Nós”