
Cada geração carrega um fardo invisível:
o de consertar o que a anterior deixou — e o de não fracassar como a próxima talvez veja.
O planeta está quente. A saúde mental, em ruínas. Os vínculos, frágeis.
E no meio disso tudo, há uma pergunta que ninguém faz em voz alta, mas todo mundo sente na pele:
Quem vai salvar o mundo?
A Geração Silenciosa tentou sobreviver.
Fez o possível com o pouco que tinha.
Criou filhos, guardou mágoas, reconstruiu ruínas e achou que bastava.
Não salvou o mundo — salvou o pão.
Os Baby Boomers quiseram vencer.
Acreditaram no progresso, mas, às vezes, à custa de tudo.
Legaram concreto, estrutura e também rigidez.
Criaram regras para o que era ser feliz.
E deixaram um mundo em colapso emocional, embora economicamente mais sólido.
A Geração X tentou equilibrar.
Questionou, mas também se conformou.
Quis liberdade, mas teve que pagar boletos.
Viu que o mundo era maior que o próprio umbigo — mas não soube muito bem o que fazer com isso.
Os Millennials arregaçaram as mangas.
Criaram ONGs, startups, podcasts, terapias e colapsos.
Carregam culpa por tudo: por comer carne, por não meditar, por não conseguir salvar o planeta nem a própria sanidade.
São a geração do “faça a sua parte” — mesmo que a parte deles seja 80%.
A Geração Z já nasceu pressionada.
O mundo já estava pegando fogo — literal e simbolicamente.
Sabem de tudo, mas não sabem pra onde correr.
São engajados, criativos, conscientes — mas estão cansados antes dos 25.
Querem salvar o mundo. Mas também só queriam dormir em paz.
A Geração Alfa…
Ainda não sabemos.
Mas talvez, se a gente parar de repassar trauma como se fosse herança,
eles não precisem salvar nada.
Apenas viver.
Nenhuma geração vai salvar o mundo sozinha.
Mas todas podem fazer alguma coisa.
Talvez o mais revolucionário seja ensinar a próxima a viver sem carregar o peso de um planeta inteiro nas costas.
A viver com presença. Com cuidado. Com limites.
E a entender que salvar o mundo começa, sempre, por dentro.
-b.monma
O mundo se salva a si mesmo. Já a humanidade haja esperança. A série, de fato, tem sido criativa e reflexiva!
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