Eu tenho pensado muito sobre liberdade e talvez essa seja uma das ideias mais bonitas (e mais mal compreendidas) que a gente aprende ao longo da vida. Durante muito tempo, eu achei que liberdade era um lugar. Um estado. Uma forma de viver onde eu poderia ser totalmente eu, sem limites, sem concessões, sem precisarContinuarContinuar lendo “O mito da liberdade plena”
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Não se ensina um novo homem com um velho silêncio
Se falamos tanto sobre os meninos de hoje, talvez seja hora de olhar para o que acontece quando eles crescem. Muito se discute sobre comportamentos, excessos, violências e radicalizações. Mas raramente falamos de formação, não estamos diante de vilões, estamos diante de processos interrompidos. Os meninos da nossa geração cresceram entre duas vozes, uma dizia:ContinuarContinuar lendo “Não se ensina um novo homem com um velho silêncio”
A máscara social
Eu sempre fui muito eu. Desde pequena. Vaidosa, criativa, sentimental. Sempre tive um senso muito claro do que me incomodava e do que fazia sentido pra mim. Nunca gostei de dormir no quarto dos meus pais. Parei de usar fralda muito cedo porque aquilo me incomodava. Quando perdi a chupeta, chorei a noite inteira, masContinuarContinuar lendo “A máscara social”
A crise de identidade contemporânea
Tenho pensado e estudado muito sobre identidade, não como conceito teórico, desses que a gente lê em livros ou discute em sala de aula, mas como experiência real, aquela que aparece quando a vida fica silenciosa o suficiente para que algumas perguntas difíceis finalmente tenham espaço. Uma delas tem me acompanhado há algum tempo: emContinuarContinuar lendo “A crise de identidade contemporânea”
Entre flores e estatísticas
Ser mulher exige uma certa elasticidade emocional, a gente aprende cedo. Primeiro nos ensinam a ser delicadas, depois a ter personalidade, depois maturidade, depois pedem que a gente não seja tão intensas. Quando somos jovens dizem que somos dramáticas, aí amadurecemos e dizem que estamos frias, quando falamos com firmeza dizem que estamos bravas. ExisteContinuarContinuar lendo “Entre flores e estatísticas”
O luxo da impunidade
Há coisas que a gente descobre sem querer. Um link, um documento, uma leitura que começa quase por curiosidade e termina como um rasgo. O problema não é apenas o que está escrito, é o depois. Depois de saber, não dá mais para seguir a vida como se nada tivesse acontecido. Mas também não dáContinuarContinuar lendo “O luxo da impunidade”
O bolo, o circo e o sistema falido
Aprendi uma metáfora que nunca mais saiu da minha cabeça: a esquerda reparte o bolo, a direita faz o bolo crescer. O problema é que chegou uma hora em que não tem mais bolo pra repartir. Mas não porque ele não cresceu. Cresceu, e muito. O Brasil não quebrou economicamente por falta de recurso. QuebrouContinuarContinuar lendo “O bolo, o circo e o sistema falido”
Nota
Passei o dia revisando e editando o livro Entre Gerações, que será publicado nos próximos dias. Esperei respostas de editoras e considerei outros caminhos, mas entendi que a publicação não podia depender apenas disso. Este livro foi escrito a partir do presente, do cansaço coletivo, das dores emocionais que atravessam gerações e da sensação deContinuarContinuar lendo “Nota”
Quando os sistemas começam a gritar
Há um momento na história em que as estruturas deixam de governar — e passam a implorar por sobrevivência. Existe um instante muito específico em que o mundo muda de temperatura. Não é quando a verdade aparece. É quando ela deixa de caber no roteiro. Os sistemas, então, fazem o que todo organismo em agoniaContinuarContinuar lendo “Quando os sistemas começam a gritar”
Está todo mundo exausto.
(Sobre viver em alta rotação num mundo que não sabe mais parar) Não é uma impressão isolada. Está no ar. No comércio, nas conversas rápidas, nos silêncios longos, nas mensagens que demoram mais para ser respondidas, nos olhos que perderam um pouco do brilho. Até quem não sabe explicar direito só repete a mesma palavra:ContinuarContinuar lendo “Está todo mundo exausto.”
Capítulo 7- Quem vai salvar o mundo? – Entre culpa, esperança e legado
Cada geração carrega um fardo invisível: o de consertar o que a anterior deixou — e o de não fracassar como a próxima talvez veja. O planeta está quente. A saúde mental, em ruínas. Os vínculos, frágeis. E no meio disso tudo, há uma pergunta que ninguém faz em voz alta, mas todo mundo senteContinuarContinuar lendo “Capítulo 7- Quem vai salvar o mundo? – Entre culpa, esperança e legado”
Capítulo 1- Nostalgia x Inovação: o fio que separa e conecta as gerações
O tempo não é só uma linha reta. É um novelo — cheio de nós, repetições e voltas no mesmo ponto. E se há um fio que costura todas as gerações, ele se chama memória. Mas o que fazemos com ela é que muda com o tempo: Alguns a silenciam, outros a romantizam. Alguns aContinuarContinuar lendo “Capítulo 1- Nostalgia x Inovação: o fio que separa e conecta as gerações”
Entre gerações: o que herdamos, o que criamos, o que deixamos
Antes de sermos geração, fomos consequência. De guerras, ditaduras, revoluções tecnológicas e silêncios emocionais que atravessaram famílias inteiras. A Geração Silenciosa (1928–1945) aprendeu a sobreviver em meio à escassez e à rigidez. Filhos da guerra e da repressão, viveram para obedecer e reconstruir. Choravam escondido, se chorassem. Os Baby Boomers (1946–1964) nasceram quando o mundoContinuarContinuar lendo “Entre gerações: o que herdamos, o que criamos, o que deixamos”