Comecei a estudar psicanálise e, de repente, algumas coisas passaram a fazer um silêncio estranho dentro de mim.
Não porque encontrei respostas, mas porque percebi que talvez eu tenha passado anos fazendo as perguntas erradas.
É curioso descobrir que a mente cria mecanismos para sobreviver. Que o corpo fala. Que o sonho avisa. Que o excesso também esconde. E que, às vezes, a dor não quer ir embora porque ela é a única parte da história que ainda está sendo ouvida.
Tenho lido Freud com marca-texto na mão e crises existenciais no colo. E, sinceramente? Faz sentido.
Faz sentido o cansaço de tanta gente. Faz sentido a dificuldade de amar sem medo. Faz sentido o fato de existirem pessoas que riem o tempo todo e continuam profundamente tristes.
A psicanálise não parece querer transformar ninguém em alguém perfeito, só em alguém consciente.
E talvez seja isso que mais assuste.
– b. monma