Valentina, valente.

Escolhi teu nome antes de conhecer teu rosto, mas já sabia uma coisa sobre você: eu queria que você fosse forte.

Não como quem nunca chora, nunca hesita ou não precisa de ninguém. Forte como quem conhece o próprio coração e, ainda assim, consegue dizer não quando o mundo tenta decidir por ela.

Talvez você chegue aquariana, com essa alma livre que dizem ser difícil de prender. E eu espero que seja mesmo.

Que você nunca tenha medo de ser diferente. Que não diminua a própria voz para caber na sala de alguém. Que não peça desculpas por ocupar espaço. Que saiba que ser gentil não significa ser fraca e que ser doce nunca exigiu submissão.

Quero que você aprenda a se impor sem precisar endurecer. Que saiba lutar pelo que acredita, mas também saiba mudar de ideia. Que tenha coragem para ir embora de tudo aquilo que tentar apagar quem você é.

O mundo vai tentar te ensinar muitas coisas, filha.

Vai dizer como uma menina deve falar, como deve se vestir, como deve amar, o que deve querer, até onde pode ir. E eu espero que você escute tudo com discernimento suficiente para escolher o que merece ficar.

Porque eu não quero criar uma menina que tenha medo de desagradar. Quero criar uma mulher que saiba quem é.

Valentina, valente não porque nunca terá medo, mas porque aprenderá a caminhar mesmo assim.

E, se um dia você esquecer a força que existe em você, olhe para o seu nome. Eu escolhi ele para te lembrar.

Você veio ao mundo para existir por inteiro.

Sem pedir licença. Sem se diminuir. Sem abandonar a própria essência para ser aceita.

Seja livre, minha filha. Seja inteira. Seja você.

E, quando a vida pedir coragem, lembre-se: você já nasceu Valentina.

— b. monma

Publicado por Bruna Monma

Escritora e criadora de projetos autorais. Escrevo crônicas, reflexões e narrativas sobre identidade, tempo e o que não cabe em legendas. Acredito na palavra como forma de presença.

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