Minha filha, Você ainda está chegando e eu já estou tentando negociar com o futuro. Não sei que mundo estará te esperando quando você abrir os olhos, o meu já parece estranho o suficiente. Nasci em um século que começou prometendo progresso e, em poucas décadas, já estavam tentando descobrir se ainda existe salvação paraContinuarContinuar lendo “Carta para alguém que nascerá em um mundo que eu não conheço”
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Valentina, valente.
Escolhi teu nome antes de conhecer teu rosto, mas já sabia uma coisa sobre você: eu queria que você fosse forte. Não como quem nunca chora, nunca hesita ou não precisa de ninguém. Forte como quem conhece o próprio coração e, ainda assim, consegue dizer não quando o mundo tenta decidir por ela. Talvez vocêContinuarContinuar lendo “Valentina, valente.”
Grávida, mas nem sempre radiante.
Todo mundo fala sobre a romantização da maternidade quando o neném nasce. Sobre o quarto bonito, as roupinhas dobradas, o cheiro de bebê, o amor incondicional, a mãe que olha para o filho e sente que tudo valeu a pena. Mas quase ninguém fala sobre a romantização da gravidez enquanto o neném ainda está naContinuarContinuar lendo “Grávida, mas nem sempre radiante.”
A distância também é uma forma de amor-próprio.
Existe uma ideia muito romantizada de que família precisa estar sempre junta. Que sangue é sinônimo de intimidade. Que amor se mede pela frequência das visitas, das ligações, da presença. Eu não acredito nisso. Aprendi que existem pessoas que transformam qualquer momento em uma dívida emocional. Você compartilha uma notícia feliz, e elas encontram umContinuarContinuar lendo “A distância também é uma forma de amor-próprio.”
A frequência do silêncio
Há quem diga que só existe aquilo que pode ser medido. Eu nunca consegui acreditar nisso. Talvez porque a vida tenha me ensinado cedo demais que nem tudo cabe em gráficos, laudos ou artigos científicos. O amor não cabe. A fé não cabe. A intuição também não. Ainda assim, movemos montanhas por causa deles. OutroContinuarContinuar lendo “A frequência do silêncio”
Como eu descobri que estava grávida
Hoje eu vou contar pra vocês como descobri que estava grávida. “Bruna, você gravou sua reação fazendo o teste?” Obviamente não. Quem, em sã consciência, grava fazendo um teste de gravidez de desencargo de consciência? E, sinceramente, eu nem queria ver esse vídeo. Venho do futuro para contar que a reação foi um surto acompanhadoContinuarContinuar lendo “Como eu descobri que estava grávida”
Desculpem, estou monotemática
Finalmente, depois de longos quatro meses, posso começar a publicar tudo o que tenho escrito. O que significa que, sim: vocês estão oficialmente liberados para ler uma quantidade provavelmente excessiva de textos sobre gravidez, maternidade, bebês, mudanças no corpo, mudanças na cabeça, expectativas, medos, descobertas e, eventualmente, sobre a minha filha. Antes que alguém perceba:ContinuarContinuar lendo “Desculpem, estou monotemática”
O corpo que o trabalho finge que não existe
Estou no primeiro trimestre da gravidez e trabalhando bem menos. Tenho um negócio próprio, uma equipe maravilhosa e a sorte — sim, a sorte — de poder reorganizar meus dias sem precisar pedir autorização a ninguém. Posso trabalhar menos. Posso parar. Posso ir ao médico. Posso dormir se estiver acabada. Posso decidir que hoje meuContinuarContinuar lendo “O corpo que o trabalho finge que não existe”
A promessa não falha
Meu sonho sempre foi ser mãe. Por muitos anos imaginei como seria: pensei em nomes, em quartos, em pequenas mãos segurando as minhas, em futuros que ainda não existiam. Então veio o diagnóstico: Síndrome dos Ovários Policísticos, “em um grau chatinho” (palavras da médica). Depois vieram as conversas difíceis, os prognósticos cautelosos, a sensação deContinuarContinuar lendo “A promessa não falha”