Há um momento na história em que as estruturas deixam de governar — e passam a implorar por sobrevivência. Existe um instante muito específico em que o mundo muda de temperatura. Não é quando a verdade aparece. É quando ela deixa de caber no roteiro. Os sistemas, então, fazem o que todo organismo em agoniaContinuar lendo “Quando os sistemas começam a gritar”
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Natal não é sobre excesso
O Natal costuma ser vendido como abundância. Mesa cheia, casa cheia, agenda cheia, sentimentos embalados em papel dourado. Mas talvez o que falte não seja mais coisa alguma. Talvez falte silêncio. Presença. Verdade. Há algo profundamente contraditório em celebrar o nascimento de alguém que pregou desapego, simplicidade e amor radical… cercados de excessos que nosContinuar lendo “Natal não é sobre excesso”
Crônicas do Agora: Quando descansar virou um ato político
Descansar nunca foi só sobre deitar. É sobre dizer “não” a um sistema que exige que a gente se esgote para se sentir útil. Nos ensinaram que descansar é preguiça. Que parar é perder tempo. Que só merece respeito quem vive correndo. Mas a verdade é que existe revolução no ato de pausar. Existe rebeldiaContinuar lendo “Crônicas do Agora: Quando descansar virou um ato político”
Crônicas do Agora: A geração que se cansou de fingir leveza
Entre sorrisos forçados no Instagram e crises abafadas no travesseiro, algo dentro de nós grita: “cansei.” Ela acordou com o despertador e uma vontade absurda de não existir hoje. Olhou o celular, postou um story com café e escreveu: “gratidão pelo novo dia.” Mas ninguém viu a insônia. Ninguém viu o choro abafado no banhoContinuar lendo “Crônicas do Agora: A geração que se cansou de fingir leveza”
eu não sei. mas acho que sei.
desde criança eu vejo isso.qualquer desenho americano, europeu, japa — tanto faz.sempre tem um índio rodando em círculo, batendo tambor, dançando pra fazer chover.todo mundo acha fofo. excêntrico. “olha só, esses selvagens acham que conversam com as nuvens.”claro, é só folclore. até que você cresce e descobre que no brasil existe a fundação cacique cobraContinuar lendo “eu não sei. mas acho que sei.”
Façamos para nós uma bolha
(ou por que Deus talvez derrube seus algoritmos) Tem dias em que eu me pego pensando que a gente está vivendo uma nova Torre de Babel. Só que agora a torre é invisível. Feita de tela, de ego, de curtida. Uma torre digital que a gente sobe achando que vai encontrar o céu — masContinuar lendo “Façamos para nós uma bolha”