O mundo adoeceu, mas a consciência ainda respira

Perceber dói e talvez esse seja o preço mais alto de não estar anestesiada. Há momentos em que o mundo parece apodrecer diante dos nossos olhos. Não porque o mal seja novo, ele nunca foi, mas porque, de repente, ele deixa de se esconder. O que estava nos bastidores sobe ao palco. O que eraContinuarContinuar lendo “O mundo adoeceu, mas a consciência ainda respira”

O luxo da impunidade

Há coisas que a gente descobre sem querer. Um link, um documento, uma leitura que começa quase por curiosidade e termina como um rasgo. O problema não é apenas o que está escrito, é o depois. Depois de saber, não dá mais para seguir a vida como se nada tivesse acontecido. Mas também não dáContinuarContinuar lendo “O luxo da impunidade”

All Her Fault: A culpa sempre encontra as mães

A culpa nunca é neutra, ela tem gênero, tem endereço e costuma chegar antes dos fatos. Em All Her Fault, a pergunta nunca é exatamente o que aconteceu. A pergunta real é: onde ela falhou? A maternidade aparece ali não como vínculo, mas como tribunal permanente. Cada gesto da mãe é reinterpretado como erro emContinuarContinuar lendo “All Her Fault: A culpa sempre encontra as mães”

Cansaço, estímulo e a morte da autenticidade

Não é só cansaço, se fosse, dormir resolveria. O que sinto e vejo ao redor, é outra coisa. Uma espécie de saturação silenciosa. Como se tudo estivesse acontecendo o tempo inteiro, mas nada realmente me atravessasse. O corpo segue funcionando, respondendo, cumprindo. Mas a vida… vida passa como se não deixasse marcas. Há sempre algoContinuarContinuar lendo “Cansaço, estímulo e a morte da autenticidade”

O bolo, o circo e o sistema falido

Aprendi uma metáfora que nunca mais saiu da minha cabeça: a esquerda reparte o bolo, a direita faz o bolo crescer. O problema é que chegou uma hora em que não tem mais bolo pra repartir. Mas não porque ele não cresceu. Cresceu, e muito. O Brasil não quebrou economicamente por falta de recurso. QuebrouContinuarContinuar lendo “O bolo, o circo e o sistema falido”

Quando os sistemas começam a gritar

Há um momento na história em que as estruturas deixam de governar — e passam a implorar por sobrevivência. Existe um instante muito específico em que o mundo muda de temperatura. Não é quando a verdade aparece. É quando ela deixa de caber no roteiro. Os sistemas, então, fazem o que todo organismo em agoniaContinuarContinuar lendo “Quando os sistemas começam a gritar”

Natal não é sobre excesso

O Natal costuma ser vendido como abundância. Mesa cheia, casa cheia, agenda cheia, sentimentos embalados em papel dourado. Mas talvez o que falte não seja mais coisa alguma. Talvez falte silêncio. Presença. Verdade. Há algo profundamente contraditório em celebrar o nascimento de alguém que pregou desapego, simplicidade e amor radical… cercados de excessos que nosContinuarContinuar lendo “Natal não é sobre excesso”

Crônicas do Agora: Quando descansar virou um ato político

Descansar nunca foi só sobre deitar. É sobre dizer “não” a um sistema que exige que a gente se esgote para se sentir útil. Nos ensinaram que descansar é preguiça. Que parar é perder tempo. Que só merece respeito quem vive correndo. Mas a verdade é que existe revolução no ato de pausar. Existe rebeldiaContinuarContinuar lendo “Crônicas do Agora: Quando descansar virou um ato político”

Crônicas do Agora: A geração que se cansou de fingir leveza

Entre sorrisos forçados no Instagram e crises abafadas no travesseiro, algo dentro de nós grita: “cansei.” Ela acordou com o despertador e uma vontade absurda de não existir hoje. Olhou o celular, postou um story com café e escreveu: “gratidão pelo novo dia.” Mas ninguém viu a insônia. Ninguém viu o choro abafado no banhoContinuarContinuar lendo “Crônicas do Agora: A geração que se cansou de fingir leveza”

eu não sei. mas acho que sei.

desde criança eu vejo isso.qualquer desenho americano, europeu, japa — tanto faz.sempre tem um índio rodando em círculo, batendo tambor, dançando pra fazer chover.todo mundo acha fofo. excêntrico. “olha só, esses selvagens acham que conversam com as nuvens.”claro, é só folclore. até que você cresce e descobre que no brasil existe a fundação cacique cobraContinuarContinuar lendo “eu não sei. mas acho que sei.”

Façamos para nós uma bolha

(ou por que Deus talvez derrube seus algoritmos) Tem dias em que eu me pego pensando que a gente está vivendo uma nova Torre de Babel. Só que agora a torre é invisível. Feita de tela, de ego, de curtida. Uma torre digital que a gente sobe achando que vai encontrar o céu — masContinuarContinuar lendo “Façamos para nós uma bolha”

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