Curar a própria infância não é ingratidão

Existe uma confusão perigosa quando o assunto é infância, família e amadurecimento emocional: a ideia de que olhar para o que doeu é um ato de deslealdade. Como se reconhecer uma falta anulasse tudo o que foi dado. Como se curar significasse acusar. Não significa. Curar a própria infância não é negar amor, nem apagarContinuarContinuar lendo “Curar a própria infância não é ingratidão”

All Her Fault: A culpa sempre encontra as mães

A culpa nunca é neutra, ela tem gênero, tem endereço e costuma chegar antes dos fatos. Em All Her Fault, a pergunta nunca é exatamente o que aconteceu. A pergunta real é: onde ela falhou? A maternidade aparece ali não como vínculo, mas como tribunal permanente. Cada gesto da mãe é reinterpretado como erro emContinuarContinuar lendo “All Her Fault: A culpa sempre encontra as mães”

O milagre possível

Tem dias em que a gente acorda com vontade de ficar. Ficar em silêncio, ficar na nossa, ficar longe de tudo que pesa. Mas aí lembra que é Páscoa. Que tem almoço em família. Que tem presença marcada, cadeira reservada, e uma parte nossa que quer — apesar de tudo — estar lá. Mas aContinuarContinuar lendo “O milagre possível”

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