Perceber dói e talvez esse seja o preço mais alto de não estar anestesiada. Há momentos em que o mundo parece apodrecer diante dos nossos olhos. Não porque o mal seja novo, ele nunca foi, mas porque, de repente, ele deixa de se esconder. O que estava nos bastidores sobe ao palco. O que eraContinuarContinuar lendo “O mundo adoeceu, mas a consciência ainda respira”
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O luxo da impunidade
Há coisas que a gente descobre sem querer. Um link, um documento, uma leitura que começa quase por curiosidade e termina como um rasgo. O problema não é apenas o que está escrito, é o depois. Depois de saber, não dá mais para seguir a vida como se nada tivesse acontecido. Mas também não dáContinuarContinuar lendo “O luxo da impunidade”
Bruna por Bruna em: A anatomia secreta da sensibilidade
Dizem que é só o corpo. Que é carne, osso, hormônio, desgaste. Mas o meu sempre soube que era mais: um rádio antigo, chiando todas as frequências ao mesmo tempo. Ser um corpo sensível, neste século cansado, é acordar todos os dias em cima de um fio desencapado. O mundo liga o botão da luz,ContinuarContinuar lendo “Bruna por Bruna em: A anatomia secreta da sensibilidade”
Quando os sistemas começam a gritar
Há um momento na história em que as estruturas deixam de governar — e passam a implorar por sobrevivência. Existe um instante muito específico em que o mundo muda de temperatura. Não é quando a verdade aparece. É quando ela deixa de caber no roteiro. Os sistemas, então, fazem o que todo organismo em agoniaContinuarContinuar lendo “Quando os sistemas começam a gritar”
Natal não é sobre excesso
O Natal costuma ser vendido como abundância. Mesa cheia, casa cheia, agenda cheia, sentimentos embalados em papel dourado. Mas talvez o que falte não seja mais coisa alguma. Talvez falte silêncio. Presença. Verdade. Há algo profundamente contraditório em celebrar o nascimento de alguém que pregou desapego, simplicidade e amor radical… cercados de excessos que nosContinuarContinuar lendo “Natal não é sobre excesso”
“Beijando cicatrizes”
É assim que Fabrício Carpinejar define o ato de acolher o que um dia doeu — e eu nunca tinha pensado que talvez o amor comece por aí. A conversa dele com Pamela Magalhães em Parece Terapia é daquelas que a gente não ouve: sente. Entre pausas, confissões e silêncios, eles falam sobre perdão, vulnerabilidadeContinuarContinuar lendo ““Beijando cicatrizes””
Sobre clones, bilionários e o foda-se
Ontem eu assisti a um filme que, sinceramente, me fez querer tomar um banho gelado de realidade. “A Ilha”, já viu? É basicamente sobre gente bilionária que decide comprar clones — humanos mesmo, inteiros, bonitinhos, respirando, andando, sonhando — só pra, caso precise de um rim, ou de um pedaço de pele pra esticar oContinuarContinuar lendo “Sobre clones, bilionários e o foda-se”
Quando o mundo parecer injusto
Oi, alma sensível, Sabe aqueles dias em que o mundo parece um lugar especialmente cruel? Quando tudo dá errado, gente ruim prospera, gente boa se arrebenta, e você pensa: “qual é a lógica disso aqui?” Então, respira.Porque, sinceramente? Às vezes não tem lógica nenhuma mesmo. Não é sobre karma instantâneo, não é sobre justiça cósmicaContinuarContinuar lendo “Quando o mundo parecer injusto”
Façamos para nós uma bolha
(ou por que Deus talvez derrube seus algoritmos) Tem dias em que eu me pego pensando que a gente está vivendo uma nova Torre de Babel. Só que agora a torre é invisível. Feita de tela, de ego, de curtida. Uma torre digital que a gente sobe achando que vai encontrar o céu — masContinuarContinuar lendo “Façamos para nós uma bolha”