Existe um tipo de ausência que não abandona, não grita, não machuca de forma explícita. Ela acontece em silêncio, é a ausência emocional. Pais emocionalmente ausentes não eram frios, negligentes ou indiferentes. Na maioria das vezes, eram presentes, trabalhavam, cuidavam, protegiam. Mas não sabiam escutar o que não sabiam nomear. Eles também aprenderam a engolirContinuarContinuar lendo “Pais emocionalmente ausentes não sabiam que estavam ausentes”
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Curar a própria infância não é ingratidão
Existe uma confusão perigosa quando o assunto é infância, família e amadurecimento emocional: a ideia de que olhar para o que doeu é um ato de deslealdade. Como se reconhecer uma falta anulasse tudo o que foi dado. Como se curar significasse acusar. Não significa. Curar a própria infância não é negar amor, nem apagarContinuarContinuar lendo “Curar a própria infância não é ingratidão”
A geração que aprendeu a sentir cedo demais
Existe uma diferença grande entre ensinar uma criança a sentir e colocá-la cedo demais em contato com emoções que ela ainda não consegue sustentar. A geração que cresce agora não é frágil, ela é exposta. Exposta a informações que não pedem licença, a conversas que não foram feitas para ouvidos infantis, a telas que nãoContinuarContinuar lendo “A geração que aprendeu a sentir cedo demais”