Era uma quarta-feira comum até que, do nada, voltamos no tempo para a Idade Média. Não porque o mundo acabou, mas porque esquecemos de pagar a conta de luz. Um detalhe besta, um mero descuido, um sinal claro de que a vida adulta é basicamente um looping de boletos, prazos e esquecimentos estratégicos. A verdade?Continuar lendo "O Dia em que Faltou Luz e Sobramos Nós"
E se eu tivesse nascido um dia antes?
Dizem que cada detalhe muda tudo. Uma borboleta bate as asas na China, e um motoboy se atrasa na minha cidade. O caos do universo é meticulosamente coordenado pelo acaso, e eu fico aqui, deitada na cama, olhando para o teto, me perguntando: e se eu tivesse nascido no dia 1º de agosto em vezContinuar lendo "E se eu tivesse nascido um dia antes?"
Manual prático do especialista em nada
Todo mundo já conheceu um. O ser humano que sabe tudo, resolve tudo, opina sobre tudo… menos sobre a própria vida. Aquele tipo que te analisa como se fosse um coach não certificado, distribui conselhos que ninguém pediu e, claro, te julga com um rigor que nem Freud teria paciência. Eles são especialistas em negóciosContinuar lendo "Manual prático do especialista em nada"
Pequenos prazeres que seguram a gente no mundo (e uns vícios que só jogam no lixo)
A vida adulta é um amontoado de boletos, ligações que poderiam ser e-mails e uma eterna tentativa de dormir mais cinco minutinhos. É um corre sem fim, e às vezes a gente se pega no piloto automático, só existindo, pagando contas e respondendo “tudo bem e você?” por pura força do hábito. Mas aí vêmContinuar lendo "Pequenos prazeres que seguram a gente no mundo (e uns vícios que só jogam no lixo)"
A Primeira Palavra
Minha mãe adora contar essa história como quem prova, com um sorriso, que o mundo já nasci querendo consertar. Eu tinha quatro anos, mal sabia segurar o lápis, e, enquanto outras crianças desenhavam nuvens ou rabiscavam o próprio nome, eu escrevia “paz”. Não “mamãe”. Não “papai”. Paz. Dizem que a primeira palavra escrita da genteContinuar lendo "A Primeira Palavra"