“Você só vai saber o que é amor quando tiver um filho menino.” Foi isso que eu ouvi. Levei alguns segundos para entender a dimensão da frase, porque estou grávida de uma menina. Uma menina que eu queria, que eu escolhi querer antes mesmo de saber que existia. Quando descobri que ela estava ali, dentroContinuarContinuar lendo “O amor não tem sexo”
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Sobre sentir demais (e organizar o caos)
Tem dias que eu acordo carregando o mundo nas costas. E nem é força de expressão — sinto mesmo o peso do que não é meu: a dor do outro, o medo coletivo, as tragédias que nem aconteceram mas eu já sofro por antecipação. Ser sensível é bonito na bio do Instagram, mas na práticaContinuarContinuar lendo “Sobre sentir demais (e organizar o caos)”
Sobre sombras e a mulher que escolho ser
Às vezes acho que estou no meio de uma travessia estranha: entre a mulher que esperaram que eu fosse e a mulher que eu, teimosa, decidi ser. É um caminho meio solitário, confesso. Porque a cada passo deixo pra trás uma expectativa, um rótulo, uma conveniência que fazia minha vida caber melhor nos olhos dosContinuarContinuar lendo “Sobre sombras e a mulher que escolho ser”
Sobre escolhas e fantasmas invisíveis
Ando pensando se sou mesmo tão livre quanto gosto de me achar. Porque, olha só, a teoria é linda: você faz suas próprias escolhas, constrói sua vida, dirige seu destino. Mas aí eu paro e penso: até que ponto sou eu mesma que escolho? E até que ponto sou apenas um monte de vozes antigasContinuarContinuar lendo “Sobre escolhas e fantasmas invisíveis”
Eu fui, eu sou, eu vou — mas e o Raul?
Às vezes penso que o Raul Seixas foi só um Nietzsche sem supervisão terapêutica. Um Jung sem mandala pra se centrar. Um Davi sem Deus pra segurar a onda.Ele abriu a cabeça, o coração, a alma — e esqueceu de ter um lugar seguro pra voltar depois. E aí o abismo olhou de volta (NietzscheContinuarContinuar lendo “Eu fui, eu sou, eu vou — mas e o Raul?”
E se eu tivesse nascido um dia antes?
Dizem que cada detalhe muda tudo. Uma borboleta bate as asas na China, e um motoboy se atrasa na minha cidade. O caos do universo é meticulosamente coordenado pelo acaso, e eu fico aqui, deitada na cama, olhando para o teto, me perguntando: e se eu tivesse nascido no dia 1º de agosto em vezContinuarContinuar lendo “E se eu tivesse nascido um dia antes?”