Devotion

Enquanto tocava Devotion, eu senti como se alguém tivesse tirado o ar do ambiente e me deixado ali, parada, respirando só pelas beiradas. A voz dele vinha falhando de propósito, quase como quem diz: “olha, isso aqui é o máximo que eu consigo dar agora, e espero que seja suficiente”. E no fundo, era. PorqueContinuar lendo “Devotion”

Eu fui, eu sou, eu vou — mas e o Raul?

Às vezes penso que o Raul Seixas foi só um Nietzsche sem supervisão terapêutica. Um Jung sem mandala pra se centrar. Um Davi sem Deus pra segurar a onda.Ele abriu a cabeça, o coração, a alma — e esqueceu de ter um lugar seguro pra voltar depois. E aí o abismo olhou de volta (NietzscheContinuar lendo “Eu fui, eu sou, eu vou — mas e o Raul?”

🎧 Manifesto – Enquanto Tocava

(ou: uma tentativa de transformar o peito em partitura) Eu não me lembro da minha vida sem música. Na verdade, acho que nem existi antes dela. Cresci cercada de gente que tinha bom gosto musical — o que já é uma sorte estatística, se você parar pra pensar. Tinha MPB na vitrola do avô, rockContinuar lendo “🎧 Manifesto – Enquanto Tocava”

Crawling Back to Nostalgia

Ouvir Hozier transformar “Do I Wanna Know?” foi como abrir um portal para uma saudade que eu nem sabia que sentia. Algumas saudades são diferentes de outras. Existem aquelas saudades fofas, tipo saudade de um brigadeiro na TPM, e existem aquelas que doem no peito como um boleto vencido que a gente esqueceu de pagar.Continuar lendo “Crawling Back to Nostalgia”

O Avô e as Lições Silenciosas

Meu avô era aquele tipo raro de pessoa que parecia saber de tudo antes de todo mundo. Ele não precisava de muito para ser grande. Não era de palavras vazias, nem de gestos grandiosos. Era grande no silêncio, na postura. Sempre foi o pilar da nossa família, aquele que, com uma frase, conseguia deixar tudoContinuar lendo “O Avô e as Lições Silenciosas”

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