Ser mulher exige uma certa elasticidade emocional, a gente aprende cedo. Primeiro nos ensinam a ser delicadas, depois a ter personalidade, depois maturidade, depois pedem que a gente não seja tão intensas. Quando somos jovens dizem que somos dramáticas, aí amadurecemos e dizem que estamos frias, quando falamos com firmeza dizem que estamos bravas. ExisteContinuarContinuar lendo “Entre flores e estatísticas”
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A geração que aprendeu a sentir cedo demais
Existe uma diferença grande entre ensinar uma criança a sentir e colocá-la cedo demais em contato com emoções que ela ainda não consegue sustentar. A geração que cresce agora não é frágil, ela é exposta. Exposta a informações que não pedem licença, a conversas que não foram feitas para ouvidos infantis, a telas que nãoContinuarContinuar lendo “A geração que aprendeu a sentir cedo demais”
Amar na era do stories: o colapso do encontro
Não é que as pessoas não queiram amar, elas querem sim, desde que não demore, não complique, não exija presença demais e, de preferência, renda boas imagens. Amar virou algo que precisa ser mostrado, sentir já não basta. É preciso registrar, postar, legendar, provar. O amor saiu do espaço íntimo e entrou para a lógicaContinuarContinuar lendo “Amar na era do stories: o colapso do encontro”
O corpo feminino na história: de sagrado a produto
Houve um tempo em que o corpo feminino não precisava se explicar, ele não era discurso, nem produto, nem estratégia de engajamento. Ele apenas existia, o que, historicamente, sempre foi considerado um exagero. Gerava vida, sangrava, intuía coisas que ninguém sabia medir, assustava e tudo o que assusta precisa ser organizado, moralizado, domesticado. Preferencialmente porContinuarContinuar lendo “O corpo feminino na história: de sagrado a produto”
A internet não precisa da minha pressa
Como você se comunica online? Eu me comunico como quem não quer disputar atenção, mas presença. Não escrevo para vencer algoritmos, escrevo para não me perder de mim. Na internet, escolhi não gritar. Escolhi não simplificar o que é complexo só para caber em legenda. Escolhi não transformar pensamento em produto imediato. Minha comunicação éContinuarContinuar lendo “A internet não precisa da minha pressa”
A parte mais bonita do meu trabalho é criar, não tirem isso de mim
Estamos vivendo uma era obcecada por eficiência. Automatizar tudo. Otimizar tudo. Escalar tudo. Inclusive, e principalmente, aquilo que nasce da alma. Eu uso IA. Gosto de tecnologia. Vejo beleza na inteligência artificial quando ela amplia, organiza e potencializa processos. Mas existe uma fronteira que, pra mim, é inegociável: a criação. A parte mais bonita doContinuarContinuar lendo “A parte mais bonita do meu trabalho é criar, não tirem isso de mim”