Em 2025 eu não apenas vivi.Eu aprendi.E nem todo aprendizado foi gentil. Perdi tempo e talvez essa tenha sido a maior perda.Trabalhei demais, sobrevivi demais, me doei demais, enquanto a vida, silenciosa, pedia presença.Mas junto com essa perda veio o maior ganho: propósito.Porque quando a gente entende por que caminha, o peso do caminho muda.ContinuarContinuar lendo “26 lições que levo para 2026”
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sobre coroas, ilusões e o preço da evolução
Às vezes eu assisto séries de época para esquecer da vida, mas acabo lembrando demais. Comecei a rever The Tudors. Um desfile de coroas pesadas carregadas por gente leve demais. Um mundo governado por impulsos de homens que confundiam poder com permissão divina, e vaidade com destino. E enquanto eu via inocentes sendo arrancados daContinuarContinuar lendo “sobre coroas, ilusões e o preço da evolução”
Quando a promessa ainda assusta e o coração ainda não está pronto
Ainda não estou pronta. E, pela primeira vez, isso não soa como fraqueza. Soa como verdade. Existe um tempo em que Deus sussurra promessas no nosso espírito e, mesmo assim, o peito fica pequeno demais pra caber tudo. É o tempo entre ouvir e entender. Entre receber e viver. Entre plantar e colher. E talvezContinuarContinuar lendo “Quando a promessa ainda assusta e o coração ainda não está pronto”
A menina que queria aprender por música
Quando eu era criança, pedi para que a professora explicasse a matéria em formato de música. Ela achou estranho. Chamou minha mãe pra conversar. Talvez tenha visto ousadia, talvez insubordinação, mas no fundo eu só queria entender o mundo de um jeito que fizesse sentido pra mim. Enquanto uns aprendiam decorando fórmulas, eu precisava sentirContinuarContinuar lendo “A menina que queria aprender por música”
Meu Top 10 Filmes: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
Amélie acreditava que o mundo podia mudar com delicadezas invisíveis. Eu também. Talvez porque desde pequena eu tenha aprendido a reparar nas frestas, nas coisas mínimas que a maioria das pessoas deixa passar. Como a palavra “paz” que eu insistia em escrever em todos os meus desenhos quando criança. Pequenos sinais do que, no fundo,ContinuarContinuar lendo “Meu Top 10 Filmes: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain “
Meu Top 10 Filmes: As Vantagens de Ser Invisível
Sempre me identifiquei com a sensação de ser invisível. Na adolescência, eu era quieta, na minha, quase escondida dentro de mim. Até que a vida me empurrou pro palco do bullying. Na transição entre criança e adolescente, virei alvo. Doeu. Mas depois me tornei “a mais mais”. E hoje penso que quem fez bullying provavelmenteContinuarContinuar lendo “Meu Top 10 Filmes: As Vantagens de Ser Invisível”
Entre o feminismo e o silêncio
Escrever, pra mim, é uma forma de cura. Não escrevo pra ser lida, escrevo pra existir. Mas ainda assim me escondo.Como se mostrar minha palavra fosse o mesmo que tirar a roupa diante do mundo. Talvez por isso admire tanto as mulheres que ousaram se despir em público não de corpo, mas de alma. AsContinuarContinuar lendo “Entre o feminismo e o silêncio”
Meu Top 10 Filmes: Her
Já me apeguei a coisas que não existem de verdade. Uma música, uma voz, uma memória gravada num arquivo de celular. Coisas não humanas que, por algum motivo, conseguem dizer mais sobre mim do que muita gente de carne e osso. É claro que dá pra se apaixonar por algo que não existe fisicamente. HerContinuarContinuar lendo “Meu Top 10 Filmes: Her”
Meu Top 10 Filmes: Esposa de Mentirinha
Todo filme com Jennifer Aniston e Adam Sandler eu vou assistir. Não importa o roteiro, o ano, a crítica — se tiver os dois, eu sei que vou gostar. É química demais pra dar errado. E Esposa de Mentirinha é meu preferido da dupla. Já assisti tantas vezes que perdi a conta. Mil? Talvez mais.ContinuarContinuar lendo “Meu Top 10 Filmes: Esposa de Mentirinha”
Meu Top 10 Filmes: 500 Dias com Ela
Esse filme tem uma trilha sonora espetacular. E talvez por isso doa tanto — porque toda música boa sempre tem um quê de verdade que não dá pra negar. 500 Dias com Ela é quase uma playlist de amores que nunca se escreveram por inteiro. E quem nunca viveu um “quase” grande demais pra serContinuarContinuar lendo “Meu Top 10 Filmes: 500 Dias com Ela”
Meu Top 10 Filmes: Frances Ha
Estar perdida também é estar viva. A Frances me ensinou isso — ou talvez só tenha colocado em palavras aquilo que eu já vivia em silêncio. Quem nunca? Quem nunca se olhou no espelho e pensou: “E agora?” Quem nunca achou que estava atrasada, que todo mundo tinha um plano, uma rota, um endereço certo…ContinuarContinuar lendo “Meu Top 10 Filmes: Frances Ha”
Meu top 10 filmes: Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças ou porque esquecer é às vezes lembrar demais.
Quem nunca desejou apagar alguém da memória? Um amor que doeu demais, um nome que ainda pesa, um rosto que aparece até quando os olhos fecham. Quem nunca pensou: “seria mais fácil esquecer”? Mas quanto mais penso, mais acredito que apagar é covardia. Porque memórias podem sumir. Mas os sentimentos, esses não obedecem a borrachaContinuarContinuar lendo “Meu top 10 filmes: Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças ou porque esquecer é às vezes lembrar demais.”
Meu top 10 filmes: O casamento do meu melhor amigo ou o que ficou depois que não ficou
Eu não lembro exatamente quando vi O Casamento do Meu Melhor Amigo pela primeira vez. Mas sei que foi com a minha mãe. E sei que foi só a primeira de muitas. Vi tantas vezes que o roteiro virou memória afetiva, e a Julia Roberts virou quase amiga íntima, com aquele sorriso que esconde oContinuarContinuar lendo “Meu top 10 filmes: O casamento do meu melhor amigo ou o que ficou depois que não ficou”
Meu top 10 filmes: Comer, rezar e amar ou porque fugir pode ser, na verdade, um jeito de se encontrar.
Tem dias que eu quero largar tudo. E tem dias que eu quero largar tudo com estilo: com um passaporte na mão, uma mala pequena e uma ausência imensa de obrigações. Um lugar onde ninguém sabe meu nome. Onde eu não tenha que ser a filha de ninguém, a amiga de ninguém, a Bruna deContinuarContinuar lendo “Meu top 10 filmes: Comer, rezar e amar ou porque fugir pode ser, na verdade, um jeito de se encontrar.”
Rigatoni alla Vodka: o prato que me fez acreditar no amor de novo
por – b. monma Nunca achei que fosse me apaixonar por um molho.Muito menos um com vodka, que sempre me deu mais ressaca do que romance. Mas então veio ele.Um rigatoni rechonchudo, embebido num molho cor-de-pecado, com cheiro de abraço quente e gosto de coisa que a gente quer repetir antes mesmo de terminar. FizContinuarContinuar lendo “Rigatoni alla Vodka: o prato que me fez acreditar no amor de novo”
Bruna por Bruna: Freud morreria de novo. Jung pediria um café.
Bruna não nasceu pra ter paz, mas também não nasceu pra ter tédio. Ela vive num eterno entre: entre o salto e o chinelo, entre o trauma e a cura, entre escrever um livro ou sumir no litoral com o celular desligado. Ela acredita em Deus, em sincronicidades, na Bíblia, em Yoko Ono e àsContinuarContinuar lendo “Bruna por Bruna: Freud morreria de novo. Jung pediria um café.”
Entre o salto alto e o silêncio
Sempre me acharam meio patricinha. Daquelas que usam brinco combinando com o look, que parece que nunca está descabelada e tem uma bolsa que fala por ela. E talvez eu seja mesmo. Meio patricinha. Meio louca. Meio certinha demais. Um Frankenstein feito de gloss, metas e crises existenciais. É que eu sou um pouquinho deContinuarContinuar lendo “Entre o salto alto e o silêncio”
O milagre possível
Tem dias em que a gente acorda com vontade de ficar. Ficar em silêncio, ficar na nossa, ficar longe de tudo que pesa. Mas aí lembra que é Páscoa. Que tem almoço em família. Que tem presença marcada, cadeira reservada, e uma parte nossa que quer — apesar de tudo — estar lá. Mas aContinuarContinuar lendo “O milagre possível”
O som que o universo faz quando ninguém está ouvindo
Dizem que tudo vibra. Que o mundo não é feito de matéria, mas de ritmo. Que somos, cada um de nós, uma pequena corda invisível tocando uma nota única no violão do cosmos. E se isso for verdade, talvez o meu bloqueio criativo seja só uma pausa entre duas notas. Uma respiração do universo antesContinuarContinuar lendo “O som que o universo faz quando ninguém está ouvindo”