Quando tudo é urgente, nada é sagrado

Houve um tempo em que o dia não era medido em notificações.O tempo passava pelo corpo, pelo sol, pela fome, pelo cansaço.Até que alguém decidiu capturá-lo. O relógio mecânico não nasceu neutro.Ele nasceu para organizar fábricas, turnos, produção.Para transformar horas em rendimento.Minutos em desempenho.Segundos em lucro. Desde então, o tempo deixou de ser vivido —ContinuarContinuar lendo “Quando tudo é urgente, nada é sagrado”

Está todo mundo exausto.

(Sobre viver em alta rotação num mundo que não sabe mais parar) Não é uma impressão isolada. Está no ar. No comércio, nas conversas rápidas, nos silêncios longos, nas mensagens que demoram mais para ser respondidas, nos olhos que perderam um pouco do brilho. Até quem não sabe explicar direito só repete a mesma palavra:ContinuarContinuar lendo “Está todo mundo exausto.”

Os 30 não são os novos 20

Quando eu era adolescente, queria muito fazer 18. Achava que a vida começava ali, no primeiro “sim” sem precisar de autorização. Todo mundo me dizia que era besteira, que depois dos 18 o tempo voava e eu ia querer ser adolescente de novo. E quem disse estava certo. Lembro dos 18 como se fosse ontem,ContinuarContinuar lendo “Os 30 não são os novos 20”

Sobre paciência (ou a falta dela)

Ah, paciência… Palavrinha bonita pra um troço que me escapa com a mesma facilidade de água entre os dedos. Me dizem pra confiar, pra deixar a vida fluir, pra soltar o controle — e eu rio, meio nervosa, porque controlar as coisas é meu passatempo favorito. Dá uma falsa sensação de poder, quase confortável. Quase.ContinuarContinuar lendo “Sobre paciência (ou a falta dela)”

Crawling Back to Nostalgia

A gente passa tanto tempo tentando ter controle sobre tudo que esquece o quanto é bom se perder um pouco. Ouvir Hozier transformar “Do I Wanna Know?” foi como abrir um portal para uma saudade que eu nem sabia que sentia. Algumas saudades são diferentes de outras. Existem aquelas saudades fofas, tipo saudade de umContinuarContinuar lendo “Crawling Back to Nostalgia”

Relato de uma sobrevivente do próprio dia

Comecei o dia lutando com o despertador. Quer dizer, lutando é um exagero. Eu só perdi mesmo. Adiei uma, duas, duzentas vezes, na ilusão de que cinco minutos fariam alguma diferença na minha vida. Spoiler: não fizeram. Levantei com a energia de um celular no modo economia, mas decidi começar o dia relax. Namorei meuContinuarContinuar lendo “Relato de uma sobrevivente do próprio dia”

O Avô e as Lições Silenciosas

Meu avô era aquele tipo raro de pessoa que parecia saber de tudo antes de todo mundo. Ele não precisava de muito para ser grande. Não era de palavras vazias, nem de gestos grandiosos. Era grande no silêncio, na postura. Sempre foi o pilar da nossa família, aquele que, com uma frase, conseguia deixar tudoContinuarContinuar lendo “O Avô e as Lições Silenciosas”

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