Eu não acho que a gente desiste dos sonhos de uma vez. Se fosse assim, talvez fosse mais fácil. Mais honesto, até, mas não é isso que acontece.
A gente aprende a adiar: “Depois eu faço.”; “Agora não é o momento.”; “Quando as coisas estiverem mais organizadas.” E esse depois vai ficando cada vez mais distante, até que, em algum ponto, ele simplesmente deixa de existir.
Eu lembro com muita clareza de um sonho meu, eu queria fazer arte. Queria deixar minha expressão, a minha marca no mundo. E, no fundo, sempre existiu uma pergunta muito simples, quase inocente: por que não?
Mas a vida vai acontecendo e, quando a gente vê, ela já está acontecendo com força. Responsabilidades aparecem, escolhas precisam ser feitas, caminhos vão sendo seguidos e, aos poucos, aquilo que era sonho começa a parecer distante. Não impossível, mas… fora de contexto.
A vida vai engolindo e não de um jeito violento, de um jeito convincente. A gente começa a acreditar que não é o momento, que existem coisas mais importantes, que dá pra voltar nisso depois e talvez seja aí que acontece o primeiro sacrifício.
Não é o sonho que some, é a prioridade que muda.
O nosso eu mais genuíno vai sendo colocado em segundo plano, vai sendo sufocado, não por maldade, mas pelas responsabilidades, pelas escolhas, pela própria estrutura da vida e o mais curioso é que isso faz sentido.
A gente cresce, amadurece, entende que nem tudo pode ser feito ao mesmo tempo, só que existe um custo. Porque chega um momento em que o sonho já não dói mais, ele só… não está mais ali. E isso é o mais perigoso. Não é quando a gente desiste, é quando a gente para de sentir falta.
Hoje eu consigo ver que esse sonho ainda existe. E que a única coisa que o separa de mim é quantidade de vezes que escolhi outras coisas primeiro. Não por maldade, por costume. E o costume é o modo mais gentil que a vida encontrou de nos fazer desaparecer devagar.
Porque, no fim, os sonhos não desaparecem sozinhos, eles vão sendo deixados e sempre existe uma escolha, mesmo que inconsciente, por trás disso.
Comecei esse texto me perguntando “Por que a gente desiste dos sonhos?”, mas agora te pergunto: Em que momento a gente começou a se colocar depois de tudo?
Persista ate conseguir seus sonhos.
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