Não é só cansaço, se fosse, dormir resolveria. O que sinto e vejo ao redor, é outra coisa. Uma espécie de saturação silenciosa. Como se tudo estivesse acontecendo o tempo inteiro, mas nada realmente me atravessasse. O corpo segue funcionando, respondendo, cumprindo. Mas a vida… vida passa como se não deixasse marcas. Há sempre algoContinuarContinuar lendo “Cansaço, estímulo e a morte da autenticidade”
Arquivos da categoria: Ciência
A parte mais bonita do meu trabalho é criar, não tirem isso de mim
Estamos vivendo uma era obcecada por eficiência. Automatizar tudo. Otimizar tudo. Escalar tudo. Inclusive, e principalmente, aquilo que nasce da alma. Eu uso IA. Gosto de tecnologia. Vejo beleza na inteligência artificial quando ela amplia, organiza e potencializa processos. Mas existe uma fronteira que, pra mim, é inegociável: a criação. A parte mais bonita doContinuarContinuar lendo “A parte mais bonita do meu trabalho é criar, não tirem isso de mim”
Está todo mundo exausto.
(Sobre viver em alta rotação num mundo que não sabe mais parar) Não é uma impressão isolada. Está no ar. No comércio, nas conversas rápidas, nos silêncios longos, nas mensagens que demoram mais para ser respondidas, nos olhos que perderam um pouco do brilho. Até quem não sabe explicar direito só repete a mesma palavra:ContinuarContinuar lendo “Está todo mundo exausto.”
A menina que queria aprender por música
Quando eu era criança, pedi para que a professora explicasse a matéria em formato de música. Ela achou estranho. Chamou minha mãe pra conversar. Talvez tenha visto ousadia, talvez insubordinação, mas no fundo eu só queria entender o mundo de um jeito que fizesse sentido pra mim. Enquanto uns aprendiam decorando fórmulas, eu precisava sentirContinuarContinuar lendo “A menina que queria aprender por música”
Entre Deus, o dado e o poder
por b. monma Já reparou como a história se repete, só que com uma roupa diferente?Ontem eram os generais e seus tanques. Hoje são os algoritmos e seus códigos.O controle continua o mesmo, só mudou de roupa. A gente estudou na escola que a Coreia do Norte vive numa ditadura desde 1948,mas quase ninguém falaContinuarContinuar lendo “Entre Deus, o dado e o poder”
O fim da ressaca como identidade
Durante muito tempo, a ressaca foi uma medalha. Sinal de que você viveu, curtiu, sobreviveu à própria intensidade. Era quase uma gíria geracional: “tô acabada, mas foi bom demais”. Hoje, essa frase soa datada. A ressaca perdeu o glamour. A nova geração não quer pagar o preço da euforia. O álcool deixou de ser oContinuarContinuar lendo “O fim da ressaca como identidade”
Entre o fogo e o mar
Há dias em que minha alma pede fogo: intensidade, paixão, aquele arrebatamento que consome. Outros dias, ela pede o mar: vastidão, paz, o silêncio que abraça. E eu, como sempre, fico no entre. A fé cristã me sussurra que o “entre” é um lugar de travessia. Como o povo no deserto, entre a escravidão eContinuarContinuar lendo “Entre o fogo e o mar”
A hora em que a noite dormiu
Eu nasci em 96. Vivi a noite de São Paulo na época em que ela parecia infinita: 1h da manhã e o fim de semana só estava começando, balada era ritual, e o copo cheio fazia parte do uniforme. Esse último fim de semana na cidade me deu outro retrato. À uma da manhã, portasContinuarContinuar lendo “A hora em que a noite dormiu”
Talvez a gente precise escrever pra se ouvir
por – b. monma Outro dia, me peguei pensando: e se a gente pudesse escrever pra se curar? Não como uma obrigação de ser escritora. Mas como um respiro.Como uma carta que ninguém vai cobrar, uma lembrança que ninguém precisa entender.Como uma forma de existir — mesmo que em pedaços. Tenho recebido mensagens de genteContinuarContinuar lendo “Talvez a gente precise escrever pra se ouvir”
O que é sucesso de verdade? (spoiler: paz)
Pra mim, sucesso tem cara de férias. Mas não daquelas férias cheias de roteiro e expectativa, que você volta mais cansada do que foi. Sucesso, pra mim, é viagem onde eu não tenho pressão pra fazer absolutamente nada. Onde posso acordar sem despertador, caminhar sem rumo, comer quando sentir fome e não quando o relógioContinuarContinuar lendo “O que é sucesso de verdade? (spoiler: paz)”
A solidão inevitável de crescer (e o luto do que não volta mais)
Sinto isso o tempo todo. Talvez seja a saudade da leveza despreocupada da juventude. De chegar em casa e ter comida pronta, roupa lavada, boletos inexistentes e dramas limitados a “será que ele vai me mandar mensagem?”. Tanto a infância quanto a adolescência eram mais leves — e não é papo de romantizar, é sóContinuarContinuar lendo “A solidão inevitável de crescer (e o luto do que não volta mais)”
Ninguém sabe o que tá fazendo (tem estudos sobre isso, juro)
Ninguém sabe o que tá fazendo. Sério. Nem eu, nem você, nem aquele teu conhecido que parece ter a vida perfeita no Instagram. No fundo, tá todo mundo improvisando. Uns mais desastrados, outros melhores na arte de fingir. Eu, por exemplo, já dei o maior mico da história recentemente: dei tchau pra alguém que nãoContinuarContinuar lendo “Ninguém sabe o que tá fazendo (tem estudos sobre isso, juro)”
O tédio é importante (e a criatividade nasce no vazio)
Às vezes me sinto completamente improdutiva. Tipo um domingo arrastado em que não fiz nada além de existir — e talvez nem isso direito. Mas, curiosamente, eu me permito. Porque eu gosto. Eu gosto tanto de não fazer nada que chega a ser quase uma arte. Acho que me recarrego assim, sozinha, meio de dentro,ContinuarContinuar lendo “O tédio é importante (e a criatividade nasce no vazio)”
Adulting dói porque seu corpo carrega stress acumulado
Costas, ombros, pescoço. É ali que mora a minha vida adulta. Ou, pelo menos, é ali que ela decide se manifestar em forma de peso, aperto, torcicolo, travada de quem dormiu errado — ou só vive errado mesmo. Eu durmo bem, confesso. Mas queria dormir mais. Tipo 12 horas, igual adolescente sem boletos, sem responsabilidades,ContinuarContinuar lendo “Adulting dói porque seu corpo carrega stress acumulado”
Como nossos traumas moldam o amor (e a vida toda)
Toda sexta tem texto novo dessa série aqui. Então se você, assim como eu, tá tentando virar adulto sem se sentir um completo fracasso, volta na próxima semana. A gente tropeça, ri, chora e tenta de novo — juntos. Amar é talvez o tema mais batido e ainda assim mais bagunçado que existe. Eu carregoContinuarContinuar lendo “Como nossos traumas moldam o amor (e a vida toda)”
Por que procrastinamos tanto? (spoiler: dopamina, medo e um cérebro meio cagado)
Toda sexta tem texto novo dessa série aqui. Então se você, assim como eu, tá tentando virar adulto sem se sentir um completo fracasso, volta na próxima semana. A gente tropeça, ri, chora e tenta de novo — juntos. Eu me pego postergando tudo que possa ser postergado. Tudo. Se der pra deixar pra amanhã,ContinuarContinuar lendo “Por que procrastinamos tanto? (spoiler: dopamina, medo e um cérebro meio cagado)”
O dinheiro é emocional (não só matemático)
Toda sexta tem texto novo dessa série aqui. Então se você, assim como eu, tá tentando virar adulto sem se sentir um completo fracasso, volta na próxima semana. A gente tropeça, ri, chora e tenta de novo — juntos. Dinheiro sempre foi uma presença curiosa na minha vida. Não posso dizer que cresci na escassez,ContinuarContinuar lendo “O dinheiro é emocional (não só matemático)”
Capítulo 7- Quem vai salvar o mundo? – Entre culpa, esperança e legado
Cada geração carrega um fardo invisível: o de consertar o que a anterior deixou — e o de não fracassar como a próxima talvez veja. O planeta está quente. A saúde mental, em ruínas. Os vínculos, frágeis. E no meio disso tudo, há uma pergunta que ninguém faz em voz alta, mas todo mundo senteContinuarContinuar lendo “Capítulo 7- Quem vai salvar o mundo? – Entre culpa, esperança e legado”
Capítulo 6- O corpo nas gerações: entre contenção, culto e desconexão
O corpo nunca foi só carne. Sempre foi política, promessa, punição e, em alguns casos, a única forma de ser visto. Cada geração foi ensinada a habitar o próprio corpo de um jeito. E quase nenhuma foi ensinada a habitá-lo com paz. 🪶 Geração Silenciosa (1928–1945): o corpo como ferramenta de sobrevivência Corpo era força deContinuarContinuar lendo “Capítulo 6- O corpo nas gerações: entre contenção, culto e desconexão”
Capítulo 5- Espiritualidade entre gerações: entre a culpa, o sagrado e a busca por sentido
Nem toda fé nasce de luz. Às vezes, ela nasce do medo. Da dor. Do desespero. Cada geração, à sua maneira, tentou fazer sentido da vida — ou, ao menos, suportar o absurdo dela. A forma muda. Mas o vazio, esse… é universal. 🙏🏼 Geração Silenciosa (1928–1945): fé como obediência Deus era figura de autoridade. IgrejaContinuarContinuar lendo “Capítulo 5- Espiritualidade entre gerações: entre a culpa, o sagrado e a busca por sentido”
Capítulo 4 – Gerações no trabalho: da labuta silenciosa ao burnout performático
Nenhuma geração escapou do trabalho — mas cada uma foi ensinada a lidar com ele de um jeito. Para algumas, era honra. Para outras, mal necessário. Para algumas, destino. Para outras, prisão com Wi-Fi. No fundo, todas tentam responder à mesma pergunta: Quanto da minha vida eu preciso entregar pra valer a pena? 🧱 Geração SilenciosaContinuarContinuar lendo “Capítulo 4 – Gerações no trabalho: da labuta silenciosa ao burnout performático”
Capítulo 3- Amor em tempos diferentes: o que cada geração entendeu (ou não) sobre vínculos
Cada geração aprende a amar com o vocabulário emocional que recebeu. Algumas aprenderam com silêncio. Outras, com obrigações. Algumas, com excesso. Outras, com ausência. Mas todas, de alguma forma, seguem tentando dizer: eu te amo, mesmo sem ter ouvido direito. 🤐 Geração Silenciosa (1928–1945): amor que não se fala Essa geração aprendeu que amar era prover,ContinuarContinuar lendo “Capítulo 3- Amor em tempos diferentes: o que cada geração entendeu (ou não) sobre vínculos”
Capítulo 2- O tempo da infância: o que foi reprimido, o que foi dissolvido, o que sobreviveu
Infância é onde tudo começa — inclusive o que vai doer daqui a vinte anos. É onde o tempo tem cheiro. Cheiro de terra molhada, de colo ou de medo. Mas esse tempo não é o mesmo para todos. Cada geração aprendeu o que era ser criança a partir do que o mundo podia oferecerContinuarContinuar lendo “Capítulo 2- O tempo da infância: o que foi reprimido, o que foi dissolvido, o que sobreviveu”
Capítulo 1- Nostalgia x Inovação: o fio que separa e conecta as gerações
O tempo não é só uma linha reta. É um novelo — cheio de nós, repetições e voltas no mesmo ponto. E se há um fio que costura todas as gerações, ele se chama memória. Mas o que fazemos com ela é que muda com o tempo: Alguns a silenciam, outros a romantizam. Alguns aContinuarContinuar lendo “Capítulo 1- Nostalgia x Inovação: o fio que separa e conecta as gerações”
Entre gerações: o que herdamos, o que criamos, o que deixamos
Antes de sermos geração, fomos consequência. De guerras, ditaduras, revoluções tecnológicas e silêncios emocionais que atravessaram famílias inteiras. A Geração Silenciosa (1928–1945) aprendeu a sobreviver em meio à escassez e à rigidez. Filhos da guerra e da repressão, viveram para obedecer e reconstruir. Choravam escondido, se chorassem. Os Baby Boomers (1946–1964) nasceram quando o mundoContinuarContinuar lendo “Entre gerações: o que herdamos, o que criamos, o que deixamos”
A chupeta, a fralda e a liberdade
Dizem que todo bebê gosta de dormir no meio dos pais. Eu não. Desde que me entendo por gente, gosto do meu quarto, da minha cama, do meu canto. Nunca fui de colo emprestado. Minha mãe conta que, com menos de um ano, tirei a fralda porque ela me incomodava. Com nove meses eu andavaContinuarContinuar lendo “A chupeta, a fralda e a liberdade”
A faxina silenciosa
Outro dia, eu chamei Deus pra uma reuniãozinha particular. Sem pauta oficial, sem ata, sem palmas. Só eu, a alma cansada e uma verdade entalada: “Deus, eu não quero mais saber de fofoca. Não quero mais conversa vazia. Eu quero crescer, não escutar.” Deus, que é muito eficiente, não me respondeu com uma luz místicaContinuarContinuar lendo “A faxina silenciosa”
Quando o mundo é só um reflexo — e o reflexo está quebrando
Um ensaio espiritual sobre a queda dos impérios, o ego global e a missão silenciosa do Brasil no tabuleiro da nova consciência. Às vezes me pego pensando que o mundo virou um campo de guerra entre egos inflados. Um tabuleiro de xadrez cósmico onde ninguém mais sabe quem é o peão e quem é oContinuarContinuar lendo “Quando o mundo é só um reflexo — e o reflexo está quebrando”
O que se vê quando a vitrine quebra
A gente achava que a vitrine era o mundo. Que o vidro brilhava porque era puro, e não porque refletia as luzes artificiais que a gente mesmo pendurou ali. A gente chamava de liberdade. De sucesso. De “conquistar o que é seu”. E por muito tempo, isso bastou. Mas um dia a vitrine quebrou. TalvezContinuarContinuar lendo “O que se vê quando a vitrine quebra”
O dia em que Katy Perry viu o invisível
(ou: quando a fama flutuou e a alma pesou) Dizem que a Terra vista do espaço parece um botão azul costurado no nada. Dizem também que o silêncio lá em cima é tão alto que a gente ouve o que não tem som. E foi pra lá — pra esse silêncio — que Katy PerryContinuarContinuar lendo “O dia em que Katy Perry viu o invisível”
O som que o universo faz quando ninguém está ouvindo
Dizem que tudo vibra. Que o mundo não é feito de matéria, mas de ritmo. Que somos, cada um de nós, uma pequena corda invisível tocando uma nota única no violão do cosmos. E se isso for verdade, talvez o meu bloqueio criativo seja só uma pausa entre duas notas. Uma respiração do universo antesContinuarContinuar lendo “O som que o universo faz quando ninguém está ouvindo”