O luxo da impunidade

Há coisas que a gente descobre sem querer. Um link, um documento, uma leitura que começa quase por curiosidade e termina como um rasgo. O problema não é apenas o que está escrito, é o depois. Depois de saber, não dá mais para seguir a vida como se nada tivesse acontecido. Mas também não dáContinuarContinuar lendo “O luxo da impunidade”

All Her Fault: A culpa sempre encontra as mães

A culpa nunca é neutra, ela tem gênero, tem endereço e costuma chegar antes dos fatos. Em All Her Fault, a pergunta nunca é exatamente o que aconteceu. A pergunta real é: onde ela falhou? A maternidade aparece ali não como vínculo, mas como tribunal permanente. Cada gesto da mãe é reinterpretado como erro emContinuarContinuar lendo “All Her Fault: A culpa sempre encontra as mães”

Cansaço, estímulo e a morte da autenticidade

Não é só cansaço, se fosse, dormir resolveria. O que sinto e vejo ao redor, é outra coisa. Uma espécie de saturação silenciosa. Como se tudo estivesse acontecendo o tempo inteiro, mas nada realmente me atravessasse. O corpo segue funcionando, respondendo, cumprindo. Mas a vida… vida passa como se não deixasse marcas. Há sempre algoContinuarContinuar lendo “Cansaço, estímulo e a morte da autenticidade”

O bolo, o circo e o sistema falido

Aprendi uma metáfora que nunca mais saiu da minha cabeça: a esquerda reparte o bolo, a direita faz o bolo crescer. O problema é que chegou uma hora em que não tem mais bolo pra repartir. Mas não porque ele não cresceu. Cresceu, e muito. O Brasil não quebrou economicamente por falta de recurso. QuebrouContinuarContinuar lendo “O bolo, o circo e o sistema falido”

Para quem ficou

Se você está aqui, não é por acaso. Você leu meus textos quando eles ainda eram perguntas soltas. Acompanhou quando eu escrevia sem saber exatamente o que estava fazendo, só sentindo. Viu esse tema voltar, insistir, amadurecer comigo. Entre Gerações não surgiu do nada. Ele é consequência de tudo que foi escrito aqui antes. DasContinuarContinuar lendo “Para quem ficou”

Nota

Passei o dia revisando e editando o livro Entre Gerações, que será publicado nos próximos dias. Esperei respostas de editoras e considerei outros caminhos, mas entendi que a publicação não podia depender apenas disso. Este livro foi escrito a partir do presente, do cansaço coletivo, das dores emocionais que atravessam gerações e da sensação deContinuarContinuar lendo “Nota”

A internet não precisa da minha pressa

Como você se comunica online? Eu me comunico como quem não quer disputar atenção, mas presença. Não escrevo para vencer algoritmos, escrevo para não me perder de mim. Na internet, escolhi não gritar. Escolhi não simplificar o que é complexo só para caber em legenda. Escolhi não transformar pensamento em produto imediato. Minha comunicação éContinuarContinuar lendo “A internet não precisa da minha pressa”

Quando viver vira sobrevivência

Liberdade, em tese, é fazer o que se quer. Sobrevivência é fazer o que se pode, dentro da condição financeira, emocional, psíquica que se tem. Em algum ponto da história recente, o básico deixou de ser ponto de partida e virou meta. Trabalhar para comer. Trabalhar para morar. Trabalhar para continuar trabalhando. Descansar passou aContinuarContinuar lendo “Quando viver vira sobrevivência”

Quando tudo é urgente, nada é sagrado

Houve um tempo em que o dia não era medido em notificações.O tempo passava pelo corpo, pelo sol, pela fome, pelo cansaço.Até que alguém decidiu capturá-lo. O relógio mecânico não nasceu neutro.Ele nasceu para organizar fábricas, turnos, produção.Para transformar horas em rendimento.Minutos em desempenho.Segundos em lucro. Desde então, o tempo deixou de ser vivido —ContinuarContinuar lendo “Quando tudo é urgente, nada é sagrado”

Quando a liberdade vira slogan e o povo vira estatística

Celebraram. Chamaram de libertação. Disseram que o mal tinha sido arrancado pela raiz. Que agora a Venezuela respiraria. Que Trump havia devolvido o futuro a um povo inteiro. Do lado de fora, parecia filme. Do lado de dentro, o povo continuava com fome. O problema não é novo. A tragédia é antiga. Sempre que oContinuarContinuar lendo “Quando a liberdade vira slogan e o povo vira estatística”

Quando os sistemas começam a gritar

Há um momento na história em que as estruturas deixam de governar — e passam a implorar por sobrevivência. Existe um instante muito específico em que o mundo muda de temperatura. Não é quando a verdade aparece. É quando ela deixa de caber no roteiro. Os sistemas, então, fazem o que todo organismo em agoniaContinuarContinuar lendo “Quando os sistemas começam a gritar”

A sociedade do cansaço não nasceu agora

Byung-Chul Han não escreveu sobre o futuro. Ele escreveu sobre nós, cansados antes mesmo de admitir. A sensação de esgotamento que atravessa esta década costuma ser atribuída ao digital, às redes, à pressa moderna. Mas isso é só a superfície. O cansaço que sentimos hoje não nasceu agora. Ele apenas sofisticou sua forma de existir.ContinuarContinuar lendo “A sociedade do cansaço não nasceu agora”

Quando paramos de procurar soluções simples para problemas complexos, algo em nós amadurece.

Crescer é um processo curioso.Aos poucos, a gente vai trocando certezas por perguntas melhores.Vai perdendo a urgência de ter razão e ganhando a responsabilidade de compreender. Em algum momento, você percebe:o mundo não cabe mais em slogans,as pessoas não cabem em rótulos,e a vida definitivamente não cabe em respostas prontas. Talvez isso explique por queContinuarContinuar lendo “Quando paramos de procurar soluções simples para problemas complexos, algo em nós amadurece.”

Minha visão política mudou. E isso diz mais sobre a vida do que sobre política.

Sua visão política mudou ao longo do tempo? Sim. Minha visão política mudou ao longo do tempo. E não porque eu troquei de ideologia, mas porque eu cresci. Quando a gente é mais novo, tudo parece simples. Existe o certo, o errado, o vilão, o herói, a solução pronta. Depois a vida acontece. E aContinuarContinuar lendo “Minha visão política mudou. E isso diz mais sobre a vida do que sobre política.”

Está todo mundo exausto.

(Sobre viver em alta rotação num mundo que não sabe mais parar) Não é uma impressão isolada. Está no ar. No comércio, nas conversas rápidas, nos silêncios longos, nas mensagens que demoram mais para ser respondidas, nos olhos que perderam um pouco do brilho. Até quem não sabe explicar direito só repete a mesma palavra:ContinuarContinuar lendo “Está todo mundo exausto.”

Natal não é sobre excesso

O Natal costuma ser vendido como abundância. Mesa cheia, casa cheia, agenda cheia, sentimentos embalados em papel dourado. Mas talvez o que falte não seja mais coisa alguma. Talvez falte silêncio. Presença. Verdade. Há algo profundamente contraditório em celebrar o nascimento de alguém que pregou desapego, simplicidade e amor radical… cercados de excessos que nosContinuarContinuar lendo “Natal não é sobre excesso”

sobre coroas, ilusões e o preço da evolução

Às vezes eu assisto séries de época para esquecer da vida, mas acabo lembrando demais. Comecei a rever The Tudors. Um desfile de coroas pesadas carregadas por gente leve demais. Um mundo governado por impulsos de homens que confundiam poder com permissão divina, e vaidade com destino. E enquanto eu via inocentes sendo arrancados daContinuarContinuar lendo “sobre coroas, ilusões e o preço da evolução”

Quando o sonho é grande demais para uma vida que parece perfeita

O que fica da quinta temporada de Emily in Paris não é sobre romance, looks ou cidades, é sobre tamanho. Às vezes, a dor não vem porque algo deu errado.Vem porque deu certo demais, mas no lugar errado. A série amadurece quando entende que existem sonhos grandes demais para caber em uma realidade que, naContinuarContinuar lendo “Quando o sonho é grande demais para uma vida que parece perfeita”

O Homem Que Não Cabia no Próprio Ego

Nem todo monstro late. Alguns chegam com sorriso de manual, perfume de respeito e promessas ensaiadas. Alguns te mandam bom dia com a mesma boca que mais tarde vai cuspir insultos. Eles não destroem móveis, destroem você. E ainda esperam ouvir “desculpa enquanto varre seus próprios cacos do chão. Ele entra na vida como quemContinuarContinuar lendo “O Homem Que Não Cabia no Próprio Ego”

O Império Invisível: de um zoológico ao poder paralelo

🐯Como o jogo do bicho saiu da jaula e virou história brasileira Tudo começou com um barão, um zoológico e uma ideia para aumentar o público. Em 1892, o Barão de Drummond criou um sorteio simples: cada ingresso para o zoológico de Vila Isabel vinha com a figura de um animal. No fim do dia,ContinuarContinuar lendo “O Império Invisível: de um zoológico ao poder paralelo”

Os 30 não são os novos 20

Quando eu era adolescente, queria muito fazer 18. Achava que a vida começava ali, no primeiro “sim” sem precisar de autorização. Todo mundo me dizia que era besteira, que depois dos 18 o tempo voava e eu ia querer ser adolescente de novo. E quem disse estava certo. Lembro dos 18 como se fosse ontem,ContinuarContinuar lendo “Os 30 não são os novos 20”

A menina que queria aprender por música

Quando eu era criança, pedi para que a professora explicasse a matéria em formato de música. Ela achou estranho. Chamou minha mãe pra conversar. Talvez tenha visto ousadia, talvez insubordinação, mas no fundo eu só queria entender o mundo de um jeito que fizesse sentido pra mim. Enquanto uns aprendiam decorando fórmulas, eu precisava sentirContinuarContinuar lendo “A menina que queria aprender por música”

Entre Deus, o dado e o poder

por b. monma Já reparou como a história se repete, só que com uma roupa diferente?Ontem eram os generais e seus tanques. Hoje são os algoritmos e seus códigos.O controle continua o mesmo, só mudou de roupa. A gente estudou na escola que a Coreia do Norte vive numa ditadura desde 1948,mas quase ninguém falaContinuarContinuar lendo “Entre Deus, o dado e o poder”

 O preço de ser livre: quando o sistema não suporta quem não precisa dele: sobre fama, energia e a guerra invisível entre o sistema e a liberdade

Existe um tipo de sucesso que não nasce do talento, mas do algoritmo do poder. Um sucesso cuidadosamente fabricado, com o brilho polido, o discurso ensaiado e o aval de quem manda nas narrativas. E existe outro, aquele que nasce da vida real, do povo, da espontaneidade que não precisa de manual pra dar certo.ContinuarContinuar lendo ” O preço de ser livre: quando o sistema não suporta quem não precisa dele: sobre fama, energia e a guerra invisível entre o sistema e a liberdade”

Entre o feminismo e o silêncio

Escrever, pra mim, é uma forma de cura. Não escrevo pra ser lida, escrevo pra existir. Mas ainda assim me escondo.Como se mostrar minha palavra fosse o mesmo que tirar a roupa diante do mundo. Talvez por isso admire tanto as mulheres que ousaram se despir em público não de corpo, mas de alma. AsContinuarContinuar lendo “Entre o feminismo e o silêncio”

O fim da ressaca como identidade

Durante muito tempo, a ressaca foi uma medalha. Sinal de que você viveu, curtiu, sobreviveu à própria intensidade. Era quase uma gíria geracional: “tô acabada, mas foi bom demais”. Hoje, essa frase soa datada. A ressaca perdeu o glamour. A nova geração não quer pagar o preço da euforia. O álcool deixou de ser oContinuarContinuar lendo “O fim da ressaca como identidade”

Crônicas do Agora: Entre o look e o loop — ainda sei me vestir sem o algoritmo?

Abro o Pinterest, o Instagram, o TikTok. Vejo referências, inspirações, tendências. Mas quando fecho tudo e vou até o espelho… será que ainda sei o que eu gosto? Às vezes, me visto mais com o que eu salvei do que com o que eu sou. O feed virou vitrine, o algoritmo virou stylist. E oContinuarContinuar lendo “Crônicas do Agora: Entre o look e o loop — ainda sei me vestir sem o algoritmo?”

Crônicas do Agora: Ter menos, ser mais — a moda além da vitrine

Já comprei por impulso, já me vesti pra caber. Mas hoje, só fica no meu corpo o que me veste por dentro. Meu guarda-roupa já foi território de guerra entre o que eu era, o que queriam que eu fosse e o que eu tentava descobrir. Já transbordou de roupas que não tinham nada aContinuarContinuar lendo “Crônicas do Agora: Ter menos, ser mais — a moda além da vitrine”

Crônicas do Agora: Quando uma peça de roupa vira lembrança

Às vezes, a gente guarda uma peça não pelo corte, mas pelo que ela costurou na alma. Porque tem roupa que não veste — acolhe. Tem roupas que não servem mais no corpo, mas ainda moram em algum lugar entre o peito e o estômago. Como aquele jeans presente do meu avô. Não entra maisContinuarContinuar lendo “Crônicas do Agora: Quando uma peça de roupa vira lembrança”

Crônicas do Agora: A geração que acredita, mas não frequenta

Não deixei Deus. Só saí do lugar onde esperavam que eu me vestisse, falasse e orasse igual todo mundo. Minha fé continua — só encontrou outro caminho. Já me sentei em bancos de igreja sentindo que era pecado só por estar cansada. Já orei com culpa. Já me questionei por duvidar. Já chorei achando queContinuarContinuar lendo “Crônicas do Agora: A geração que acredita, mas não frequenta”

Crônicas do Agora: A nova fé — entre a astrologia e a Bíblia, eu sou o templo

Me disseram que eu precisava escolher entre a cruz e o mapa astral. Mas no fundo, eu sabia: Deus sempre habitou onde minha intuição sentia paz. Tem gente que encontra Deus na igreja, outros no mar, no incenso, no louvor, no mantra. E tem gente — como eu — que encontra Ele no meio doContinuarContinuar lendo “Crônicas do Agora: A nova fé — entre a astrologia e a Bíblia, eu sou o templo”

Crônicas do Agora: Deus me lê melhor que os algoritmos

O mundo inteiro quer prever o que eu gosto. Mas só Deus entende o que eu preciso — mesmo quando eu não sei explicar. O TikTok me entrega o vídeo certo. O Instagram me mostra frases que parecem ter sido escritas pra mim. O algoritmo me conhece — mas não me cura. Deus, por outroContinuarContinuar lendo “Crônicas do Agora: Deus me lê melhor que os algoritmos”

Crônicas do Agora: Até Deus virou conteúdo — espiritualidade em carrossel

Não é que a fé tenha sumido. Mas ultimamente, ela tem aparecido demais — em frases prontas, fundos bege e versículos com fonte cursiva. Hoje em dia, Deus está em todos os stories. Em legendas de look do dia, em vídeos com trilha sonora emocional, em bio de perfil com emoji de cruz. Mas entreContinuarContinuar lendo “Crônicas do Agora: Até Deus virou conteúdo — espiritualidade em carrossel”

Crônicas do Agora: A geração que conversa com a tela, mas não com o espelho

Respondemos mensagens o dia inteiro, mas evitamos olhar nos próprios olhos. A tela virou diálogo. O espelho, confronto. Estamos cercados de conexões, mas cada vez mais distantes da gente mesmo. Conversamos com vozes, figurinhas, directs, emojis. Mas quando passamos pelo espelho, desviamos o olhar. Porque o espelho não filtra. Não suaviza. Não ilude. Ele mostra.ContinuarContinuar lendo “Crônicas do Agora: A geração que conversa com a tela, mas não com o espelho”

Crônicas do Agora: Postei e não me encontrei

Postei uma selfie, uma frase bonita e uma música que parecia dizer tudo. Mas quando desliguei a tela, percebi: eu continuava sumida de mim. A gente compartilha, responde, edita, escreve “tô bem” e sorri no story. Mas quantas vezes já postou algo esperando que alguém percebesse que era um pedido de socorro bonito? O feedContinuarContinuar lendo “Crônicas do Agora: Postei e não me encontrei”

Crônicas do Agora: A mulher que cansou de se calar

Crônicas do Agora: A mulher que cansou de se calar Ela não grita. Mas também não abaixa mais a cabeça. O silêncio que antes era medo agora é escolha. E a fala, liberdade. Ela sempre foi educada. Boazinha. Daquelas que se desculpam por existir um pouco demais. Que diziam “tudo bem” até quando doía. QueContinuarContinuar lendo “Crônicas do Agora: A mulher que cansou de se calar”

Crônicas do Agora: O corpo real como rebelião silenciosa

Nem toda revolução faz barulho. Algumas andam de biquíni na beira do rio e se recusam a se odiar em frente ao espelho. Nos ensinaram a se esconder. A encolher a barriga. A cruzar os braços. A usar roupa preta pra “emagrecer visualmente”. Mas ninguém falou como é se olhar no espelho e não sentirContinuarContinuar lendo “Crônicas do Agora: O corpo real como rebelião silenciosa”

Crônicas do Agora: Vaidade com propósito — o espelho me viu primeiro

Antes de sair pra vida, eu me visto pra mim. O espelho é meu primeiro abraço — ou meu primeiro enfrentamento. Nem toda vaidade é vazia. Algumas são refúgio. Outras, armadura. Algumas vêm da autoestima. Outras, da necessidade de lembrar quem se é — quando o mundo tenta fazer esquecer. Tem dias que a roupaContinuarContinuar lendo “Crônicas do Agora: Vaidade com propósito — o espelho me viu primeiro”

Crônicas do Agora: A alma pede férias — e não é do trabalho

Nem toda exaustão vem do que se faz. Algumas vêm do que se sente — ou do que não se sente mais. Ela estava ali, sentada no canto do sofá, com o celular na mão e o peito vazio. Nenhuma notificação. Nenhuma vontade. Nenhuma resposta dentro dela. O corpo até funcionava. Trabalhava, resolvia, entregava. MasContinuarContinuar lendo “Crônicas do Agora: A alma pede férias — e não é do trabalho”

Sobre clones, bilionários e o foda-se

Ontem eu assisti a um filme que, sinceramente, me fez querer tomar um banho gelado de realidade. “A Ilha”, já viu? É basicamente sobre gente bilionária que decide comprar clones — humanos mesmo, inteiros, bonitinhos, respirando, andando, sonhando — só pra, caso precise de um rim, ou de um pedaço de pele pra esticar oContinuarContinuar lendo “Sobre clones, bilionários e o foda-se”

eu não sei. mas acho que sei.

desde criança eu vejo isso.qualquer desenho americano, europeu, japa — tanto faz.sempre tem um índio rodando em círculo, batendo tambor, dançando pra fazer chover.todo mundo acha fofo. excêntrico. “olha só, esses selvagens acham que conversam com as nuvens.”claro, é só folclore. até que você cresce e descobre que no brasil existe a fundação cacique cobraContinuarContinuar lendo “eu não sei. mas acho que sei.”

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