26 lições que levo para 2026

Em 2025 eu não apenas vivi.Eu aprendi.E nem todo aprendizado foi gentil. Perdi tempo e talvez essa tenha sido a maior perda.Trabalhei demais, sobrevivi demais, me doei demais, enquanto a vida, silenciosa, pedia presença.Mas junto com essa perda veio o maior ganho: propósito.Porque quando a gente entende por que caminha, o peso do caminho muda.ContinuarContinuar lendo “26 lições que levo para 2026”

Está todo mundo exausto.

(Sobre viver em alta rotação num mundo que não sabe mais parar) Não é uma impressão isolada. Está no ar. No comércio, nas conversas rápidas, nos silêncios longos, nas mensagens que demoram mais para ser respondidas, nos olhos que perderam um pouco do brilho. Até quem não sabe explicar direito só repete a mesma palavra:ContinuarContinuar lendo “Está todo mundo exausto.”

Natal não é sobre excesso

O Natal costuma ser vendido como abundância. Mesa cheia, casa cheia, agenda cheia, sentimentos embalados em papel dourado. Mas talvez o que falte não seja mais coisa alguma. Talvez falte silêncio. Presença. Verdade. Há algo profundamente contraditório em celebrar o nascimento de alguém que pregou desapego, simplicidade e amor radical… cercados de excessos que nosContinuarContinuar lendo “Natal não é sobre excesso”

sobre coroas, ilusões e o preço da evolução

Às vezes eu assisto séries de época para esquecer da vida, mas acabo lembrando demais. Comecei a rever The Tudors. Um desfile de coroas pesadas carregadas por gente leve demais. Um mundo governado por impulsos de homens que confundiam poder com permissão divina, e vaidade com destino. E enquanto eu via inocentes sendo arrancados daContinuarContinuar lendo “sobre coroas, ilusões e o preço da evolução”

O Homem Que Não Cabia no Próprio Ego

Nem todo monstro late. Alguns chegam com sorriso de manual, perfume de respeito e promessas ensaiadas. Alguns te mandam bom dia com a mesma boca que mais tarde vai cuspir insultos. Eles não destroem móveis, destroem você. E ainda esperam ouvir “desculpa enquanto varre seus próprios cacos do chão. Ele entra na vida como quemContinuarContinuar lendo “O Homem Que Não Cabia no Próprio Ego”

A menina que queria aprender por música

Quando eu era criança, pedi para que a professora explicasse a matéria em formato de música. Ela achou estranho. Chamou minha mãe pra conversar. Talvez tenha visto ousadia, talvez insubordinação, mas no fundo eu só queria entender o mundo de um jeito que fizesse sentido pra mim. Enquanto uns aprendiam decorando fórmulas, eu precisava sentirContinuarContinuar lendo “A menina que queria aprender por música”

Entre Deus, o dado e o poder

por b. monma Já reparou como a história se repete, só que com uma roupa diferente?Ontem eram os generais e seus tanques. Hoje são os algoritmos e seus códigos.O controle continua o mesmo, só mudou de roupa. A gente estudou na escola que a Coreia do Norte vive numa ditadura desde 1948,mas quase ninguém falaContinuarContinuar lendo “Entre Deus, o dado e o poder”

A cidade que nunca chega

São Paulo, 1976. O jornal fala de enchentes, poluição e promessas políticas. De carros que já não cabiam nas ruas, e de pessoas que já não cabiam nos sonhos. Diziam que era o preço do progresso. Me pergunto: e se o progresso for justamente o que nos impede de progredir? A cidade crescia mais rápidoContinuarContinuar lendo “A cidade que nunca chega”

Meu top 10 filmes: O casamento do meu melhor amigo ou o que ficou depois que não ficou

Eu não lembro exatamente quando vi O Casamento do Meu Melhor Amigo pela primeira vez. Mas sei que foi com a minha mãe. E sei que foi só a primeira de muitas. Vi tantas vezes que o roteiro virou memória afetiva, e a Julia Roberts virou quase amiga íntima, com aquele sorriso que esconde oContinuarContinuar lendo “Meu top 10 filmes: O casamento do meu melhor amigo ou o que ficou depois que não ficou”

Meu top 10 filmes: Comer, rezar e amar ou porque fugir pode ser, na verdade, um jeito de se encontrar.

Tem dias que eu quero largar tudo. E tem dias que eu quero largar tudo com estilo: com um passaporte na mão, uma mala pequena e uma ausência imensa de obrigações. Um lugar onde ninguém sabe meu nome. Onde eu não tenha que ser a filha de ninguém, a amiga de ninguém, a Bruna deContinuarContinuar lendo “Meu top 10 filmes: Comer, rezar e amar ou porque fugir pode ser, na verdade, um jeito de se encontrar.”

Sobre Deus, religião e meu altar particular

Sempre me achei meio herege. Mas não do tipo que rejeita Deus — do tipo que acha Ele tão grande, tão vasto, que não pode caber numa só doutrina. Eu gosto de rezar o Pai Nosso, mas também acendo incenso. Carrego cristal na bolsa, mas também folheio a Bíblia e faço o sinal da cruzContinuarContinuar lendo “Sobre Deus, religião e meu altar particular”

Sobre as coincidências que têm cara de recado

Eu sei, pode parecer bobagem. Mas tenho essa mania de dar importância pras pequenas coincidências. Tipo quando olho o relógio e tá 22:22, ou quando uma música começa a tocar justo no exato momento em que penso em alguém. Pra muita gente é só acaso. Mas pra mim tem gosto de bilhete secreto do universo,ContinuarContinuar lendo “Sobre as coincidências que têm cara de recado”

Sobre quem eu sou sem as minhas máscaras

Às vezes me pergunto quem eu seria se tirasse tudo. Se deixasse de lado o medo, a vaidade, a mania de agradar, o trauma disfarçado de sarcasmo. Se largasse as poses que inventei pra caber melhor no mundo. Quem restaria? Quero acreditar que seria o que Jung chama de Self — meu espírito na formaContinuarContinuar lendo “Sobre quem eu sou sem as minhas máscaras”

Sobre transformar o peso em força

Outro dia me peguei pensando em quantas vidas moram dentro de mim. Sou filha, neta, bisneta de histórias que nem sei direito, mas que de algum jeito me moldam. Carrego medos que não são meus, culpas herdadas, padrões repetidos com tanto zelo que parecem quase devoção. Por muito tempo achei que isso era injusto. PorContinuarContinuar lendo “Sobre transformar o peso em força”

Sobre sentir demais (e organizar o caos)

Tem dias que eu acordo carregando o mundo nas costas. E nem é força de expressão — sinto mesmo o peso do que não é meu: a dor do outro, o medo coletivo, as tragédias que nem aconteceram mas eu já sofro por antecipação. Ser sensível é bonito na bio do Instagram, mas na práticaContinuarContinuar lendo “Sobre sentir demais (e organizar o caos)”

Sobre sombras e a mulher que escolho ser

Às vezes acho que estou no meio de uma travessia estranha: entre a mulher que esperaram que eu fosse e a mulher que eu, teimosa, decidi ser. É um caminho meio solitário, confesso. Porque a cada passo deixo pra trás uma expectativa, um rótulo, uma conveniência que fazia minha vida caber melhor nos olhos dosContinuarContinuar lendo “Sobre sombras e a mulher que escolho ser”

Sobre escolhas e fantasmas invisíveis

Ando pensando se sou mesmo tão livre quanto gosto de me achar. Porque, olha só, a teoria é linda: você faz suas próprias escolhas, constrói sua vida, dirige seu destino. Mas aí eu paro e penso: até que ponto sou eu mesma que escolho? E até que ponto sou apenas um monte de vozes antigasContinuarContinuar lendo “Sobre escolhas e fantasmas invisíveis”

Sobre paciência (ou a falta dela)

Ah, paciência… Palavrinha bonita pra um troço que me escapa com a mesma facilidade de água entre os dedos. Me dizem pra confiar, pra deixar a vida fluir, pra soltar o controle — e eu rio, meio nervosa, porque controlar as coisas é meu passatempo favorito. Dá uma falsa sensação de poder, quase confortável. Quase.ContinuarContinuar lendo “Sobre paciência (ou a falta dela)”

Quando o mundo parecer injusto

Oi, alma sensível, Sabe aqueles dias em que o mundo parece um lugar especialmente cruel? Quando tudo dá errado, gente ruim prospera, gente boa se arrebenta, e você pensa: “qual é a lógica disso aqui?” Então, respira.Porque, sinceramente? Às vezes não tem lógica nenhuma mesmo. Não é sobre karma instantâneo, não é sobre justiça cósmicaContinuarContinuar lendo “Quando o mundo parecer injusto”

Sobre o caminho certo

Sabe o que me atormenta às vezes? Esse medo bobo de estar indo pelo caminho errado. Como se existisse uma placa em algum lugar escrito “Bruna, é por aqui, sua tonta” e eu, claro, tivesse passado direto porque estava distraída pensando no que sentir. Eu queria um Waze da alma, com voz suave me dizendo:ContinuarContinuar lendo “Sobre o caminho certo”

Você não precisa saber o que vai ser quando crescer agora

Oi, meu pequeno caos ambulante, Eu sei. Parece que o mundo inteiro tá com pressa pra enfiar você dentro de uma caixa bonita, etiquetada e com um lacinho que diga: “esse aqui já sabe o que vai ser quando crescer.” Mas deixa eu te falar uma coisa que ninguém tem coragem de dizer: você nãoContinuarContinuar lendo “Você não precisa saber o que vai ser quando crescer agora”

Sobre ver demais

Outro dia me peguei pensando se esse meu hábito de cavar sentido em tudo é benção ou cilada. Se esse jeito de sondar o invisível, fuçar silêncio e farejar nuances é um dom espiritual ou só o meu jeito preferido de enlouquecer com classe. Tem gente que vive no raso, e olha — admiro. DeveContinuarContinuar lendo “Sobre ver demais”

O milagre possível

Tem dias em que a gente acorda com vontade de ficar. Ficar em silêncio, ficar na nossa, ficar longe de tudo que pesa. Mas aí lembra que é Páscoa. Que tem almoço em família. Que tem presença marcada, cadeira reservada, e uma parte nossa que quer — apesar de tudo — estar lá. Mas aContinuarContinuar lendo “O milagre possível”

O Dia em que Faltou Luz e Sobramos Nós

Era uma quarta-feira comum até que, do nada, voltamos no tempo para a Idade Média. Não porque o mundo acabou, mas porque esquecemos de pagar a conta de luz. Um detalhe besta, um mero descuido, um sinal claro de que a vida adulta é basicamente um looping de boletos, prazos e esquecimentos estratégicos. A verdade?ContinuarContinuar lendo “O Dia em que Faltou Luz e Sobramos Nós”

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