All Her Fault: A culpa sempre encontra as mães

A culpa nunca é neutra, ela tem gênero, tem endereço e costuma chegar antes dos fatos. Em All Her Fault, a pergunta nunca é exatamente o que aconteceu. A pergunta real é: onde ela falhou? A maternidade aparece ali não como vínculo, mas como tribunal permanente. Cada gesto da mãe é reinterpretado como erro emContinuarContinuar lendo “All Her Fault: A culpa sempre encontra as mães”

O bolo, o circo e o sistema falido

Aprendi uma metáfora que nunca mais saiu da minha cabeça: a esquerda reparte o bolo, a direita faz o bolo crescer. O problema é que chegou uma hora em que não tem mais bolo pra repartir. Mas não porque ele não cresceu. Cresceu, e muito. O Brasil não quebrou economicamente por falta de recurso. QuebrouContinuarContinuar lendo “O bolo, o circo e o sistema falido”

Quando os sistemas começam a gritar

Há um momento na história em que as estruturas deixam de governar — e passam a implorar por sobrevivência. Existe um instante muito específico em que o mundo muda de temperatura. Não é quando a verdade aparece. É quando ela deixa de caber no roteiro. Os sistemas, então, fazem o que todo organismo em agoniaContinuarContinuar lendo “Quando os sistemas começam a gritar”

Natal não é sobre excesso

O Natal costuma ser vendido como abundância. Mesa cheia, casa cheia, agenda cheia, sentimentos embalados em papel dourado. Mas talvez o que falte não seja mais coisa alguma. Talvez falte silêncio. Presença. Verdade. Há algo profundamente contraditório em celebrar o nascimento de alguém que pregou desapego, simplicidade e amor radical… cercados de excessos que nosContinuarContinuar lendo “Natal não é sobre excesso”

As mulheres que escreveram antes de mim

Há mulheres que não apenas escrevem, abrem caminhos. A minha escrita nasceu assim: atravessada por vozes femininas que chegaram cedo demais para serem apenas referências e tarde demais para serem esquecidas. Desde muito nova, eu lia mulheres. Lia com fome. Lia como quem encontra espelhos antes de aprender a se olhar. Transcrevia trechos em cadernos,ContinuarContinuar lendo “As mulheres que escreveram antes de mim”

sobre coroas, ilusões e o preço da evolução

Às vezes eu assisto séries de época para esquecer da vida, mas acabo lembrando demais. Comecei a rever The Tudors. Um desfile de coroas pesadas carregadas por gente leve demais. Um mundo governado por impulsos de homens que confundiam poder com permissão divina, e vaidade com destino. E enquanto eu via inocentes sendo arrancados daContinuarContinuar lendo “sobre coroas, ilusões e o preço da evolução”

Quando o sonho é grande demais para uma vida que parece perfeita

O que fica da quinta temporada de Emily in Paris não é sobre romance, looks ou cidades, é sobre tamanho. Às vezes, a dor não vem porque algo deu errado.Vem porque deu certo demais, mas no lugar errado. A série amadurece quando entende que existem sonhos grandes demais para caber em uma realidade que, naContinuarContinuar lendo “Quando o sonho é grande demais para uma vida que parece perfeita”

O Império Invisível: de um zoológico ao poder paralelo

🐯Como o jogo do bicho saiu da jaula e virou história brasileira Tudo começou com um barão, um zoológico e uma ideia para aumentar o público. Em 1892, o Barão de Drummond criou um sorteio simples: cada ingresso para o zoológico de Vila Isabel vinha com a figura de um animal. No fim do dia,ContinuarContinuar lendo “O Império Invisível: de um zoológico ao poder paralelo”

Meu Top 10 Filmes: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain 

Amélie acreditava que o mundo podia mudar com delicadezas invisíveis. Eu também. Talvez porque desde pequena eu tenha aprendido a reparar nas frestas, nas coisas mínimas que a maioria das pessoas deixa passar. Como a palavra “paz” que eu insistia em escrever em todos os meus desenhos quando criança. Pequenos sinais do que, no fundo,ContinuarContinuar lendo “Meu Top 10 Filmes: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain “

 O preço de ser livre: quando o sistema não suporta quem não precisa dele: sobre fama, energia e a guerra invisível entre o sistema e a liberdade

Existe um tipo de sucesso que não nasce do talento, mas do algoritmo do poder. Um sucesso cuidadosamente fabricado, com o brilho polido, o discurso ensaiado e o aval de quem manda nas narrativas. E existe outro, aquele que nasce da vida real, do povo, da espontaneidade que não precisa de manual pra dar certo.ContinuarContinuar lendo ” O preço de ser livre: quando o sistema não suporta quem não precisa dele: sobre fama, energia e a guerra invisível entre o sistema e a liberdade”

Meu Top 10 Filmes: As Vantagens de Ser Invisível

Sempre me identifiquei com a sensação de ser invisível. Na adolescência, eu era quieta, na minha, quase escondida dentro de mim. Até que a vida me empurrou pro palco do bullying. Na transição entre criança e adolescente, virei alvo. Doeu. Mas depois me tornei “a mais mais”. E hoje penso que quem fez bullying provavelmenteContinuarContinuar lendo “Meu Top 10 Filmes: As Vantagens de Ser Invisível”

“Beijando cicatrizes”

É assim que Fabrício Carpinejar define o ato de acolher o que um dia doeu — e eu nunca tinha pensado que talvez o amor comece por aí. A conversa dele com Pamela Magalhães em Parece Terapia é daquelas que a gente não ouve: sente. Entre pausas, confissões e silêncios, eles falam sobre perdão, vulnerabilidadeContinuarContinuar lendo ““Beijando cicatrizes””

Meu Top 10 Filmes: Her

Já me apeguei a coisas que não existem de verdade. Uma música, uma voz, uma memória gravada num arquivo de celular. Coisas não humanas que, por algum motivo, conseguem dizer mais sobre mim do que muita gente de carne e osso. É claro que dá pra se apaixonar por algo que não existe fisicamente. HerContinuarContinuar lendo “Meu Top 10 Filmes: Her”

Meu Top 10 Filmes: Esposa de Mentirinha

Todo filme com Jennifer Aniston e Adam Sandler eu vou assistir. Não importa o roteiro, o ano, a crítica — se tiver os dois, eu sei que vou gostar. É química demais pra dar errado. E Esposa de Mentirinha é meu preferido da dupla. Já assisti tantas vezes que perdi a conta. Mil? Talvez mais.ContinuarContinuar lendo “Meu Top 10 Filmes: Esposa de Mentirinha”

Meu fim de semana de jovem

A gente passa a semana inteira acreditando que controla alguma coisa. Faz reserva, pesquisa localização, imagina a vista perfeita do estúdio à noite, já pensa no post conceitual com vinho e skyline de Pinheiros. E então São Paulo vem, ri da sua cara e lembra que controle é pura ficção. Uma semana antes eu tinhaContinuarContinuar lendo “Meu fim de semana de jovem”

Não deixe o samba morrer

O samba, que já foi sangue do Brasil, anda esquecido. A nova geração samba com o dedo no feed, ao som de quinze segundos descartáveis. E então aparece Virgínia, coroada rainha da Grande Rio. Um trono que pesa, um cargo gigante, e que incomoda. Incomoda porque os “artistas validados” não a reconhecem, reduzem-na a “subcelebridade”.ContinuarContinuar lendo “Não deixe o samba morrer”

Meu Top 10 Filmes: 500 Dias com Ela

Esse filme tem uma trilha sonora espetacular. E talvez por isso doa tanto — porque toda música boa sempre tem um quê de verdade que não dá pra negar. 500 Dias com Ela é quase uma playlist de amores que nunca se escreveram por inteiro. E quem nunca viveu um “quase” grande demais pra serContinuarContinuar lendo “Meu Top 10 Filmes: 500 Dias com Ela”

Empreender é dar bom dia pra quem quer te ver falir

Empreender, pra mim, não é só sobre vender.É sobre sobreviver. Eu achava que o mais difícil seria montar CNPJ, entender imposto, negociar com fornecedor, tentar fazer o cliente entender que picanha não é filé mignon. Achava que o terror viria em forma de boleto. Boba eu. O verdadeiro filme de terror tem nome: gestão deContinuarContinuar lendo “Empreender é dar bom dia pra quem quer te ver falir”

Meu Top 10 Filmes: Frances Ha

Estar perdida também é estar viva. A Frances me ensinou isso — ou talvez só tenha colocado em palavras aquilo que eu já vivia em silêncio. Quem nunca? Quem nunca se olhou no espelho e pensou: “E agora?” Quem nunca achou que estava atrasada, que todo mundo tinha um plano, uma rota, um endereço certo…ContinuarContinuar lendo “Meu Top 10 Filmes: Frances Ha”

Talvez a gente precise escrever pra se ouvir

por – b. monma Outro dia, me peguei pensando: e se a gente pudesse escrever pra se curar? Não como uma obrigação de ser escritora. Mas como um respiro.Como uma carta que ninguém vai cobrar, uma lembrança que ninguém precisa entender.Como uma forma de existir — mesmo que em pedaços. Tenho recebido mensagens de genteContinuarContinuar lendo “Talvez a gente precise escrever pra se ouvir”

Meu top 10 filmes: O casamento do meu melhor amigo ou o que ficou depois que não ficou

Eu não lembro exatamente quando vi O Casamento do Meu Melhor Amigo pela primeira vez. Mas sei que foi com a minha mãe. E sei que foi só a primeira de muitas. Vi tantas vezes que o roteiro virou memória afetiva, e a Julia Roberts virou quase amiga íntima, com aquele sorriso que esconde oContinuarContinuar lendo “Meu top 10 filmes: O casamento do meu melhor amigo ou o que ficou depois que não ficou”

Meu top 10 filmes: La La Land ou a vida não dança com finais felizes

Tem gente que passa na nossa vida só pra nos ensinar a continuar sem ela. Aparece com um brilho nos olhos, uma música nos lábios, um certo jeito de fazer o mundo parecer mais bonito por uns instantes — e depois vai embora. Não por mal. Mas porque já cumpriu seu papel. La La LandContinuarContinuar lendo “Meu top 10 filmes: La La Land ou a vida não dança com finais felizes”

Meu top 10 filmes: Comer, rezar e amar ou porque fugir pode ser, na verdade, um jeito de se encontrar.

Tem dias que eu quero largar tudo. E tem dias que eu quero largar tudo com estilo: com um passaporte na mão, uma mala pequena e uma ausência imensa de obrigações. Um lugar onde ninguém sabe meu nome. Onde eu não tenha que ser a filha de ninguém, a amiga de ninguém, a Bruna deContinuarContinuar lendo “Meu top 10 filmes: Comer, rezar e amar ou porque fugir pode ser, na verdade, um jeito de se encontrar.”

Os 10 filmes que me escolheram primeiro

Quais são seus 10 filmes favoritos? Eu não escolho filmes. Eles me escolhem.Uns me atravessam como faca, outros me seguram como abraço.E alguns… me mudam por dentro sem que eu perceba.Esses são os 10 que me escolheram antes mesmo que eu soubesse que precisava deles: O Casamento do Meu Melhor Amigo — porque eu acreditoContinuarContinuar lendo “Os 10 filmes que me escolheram primeiro”

Devotion

Enquanto tocava Devotion, eu senti como se alguém tivesse tirado o ar do ambiente e me deixado ali, parada, respirando só pelas beiradas. A voz dele vinha falhando de propósito, quase como quem diz: “olha, isso aqui é o máximo que eu consigo dar agora, e espero que seja suficiente”. E no fundo, era. PorqueContinuarContinuar lendo “Devotion”

Sobre clones, bilionários e o foda-se

Ontem eu assisti a um filme que, sinceramente, me fez querer tomar um banho gelado de realidade. “A Ilha”, já viu? É basicamente sobre gente bilionária que decide comprar clones — humanos mesmo, inteiros, bonitinhos, respirando, andando, sonhando — só pra, caso precise de um rim, ou de um pedaço de pele pra esticar oContinuarContinuar lendo “Sobre clones, bilionários e o foda-se”

Eu fui, eu sou, eu vou — mas e o Raul?

Às vezes penso que o Raul Seixas foi só um Nietzsche sem supervisão terapêutica. Um Jung sem mandala pra se centrar. Um Davi sem Deus pra segurar a onda.Ele abriu a cabeça, o coração, a alma — e esqueceu de ter um lugar seguro pra voltar depois. E aí o abismo olhou de volta (NietzscheContinuarContinuar lendo “Eu fui, eu sou, eu vou — mas e o Raul?”

Bruna por Bruna: Freud morreria de novo. Jung pediria um café.

Bruna não nasceu pra ter paz, mas também não nasceu pra ter tédio. Ela vive num eterno entre: entre o salto e o chinelo, entre o trauma e a cura, entre escrever um livro ou sumir no litoral com o celular desligado. Ela acredita em Deus, em sincronicidades, na Bíblia, em Yoko Ono e àsContinuarContinuar lendo “Bruna por Bruna: Freud morreria de novo. Jung pediria um café.”

The Smiths- The Light That Never Goes Out 

Tem gente que tem uma música com um ex. Eu tenho com o meu pai. É do The Smiths, claro. Porque, assim como ele, a música tem esse jeito meio triste, meio poético, meio profundo — e totalmente clássico. “To die by your side is such a heavenly way to die”. Pois é. A nossaContinuarContinuar lendo “The Smiths- The Light That Never Goes Out “

🎧 Manifesto – Enquanto Tocava

(ou: uma tentativa de transformar o peito em partitura) Eu não me lembro da minha vida sem música. Na verdade, acho que nem existi antes dela. Cresci cercada de gente que tinha bom gosto musical — o que já é uma sorte estatística, se você parar pra pensar. Tinha MPB na vitrola do avô, rockContinuarContinuar lendo “🎧 Manifesto – Enquanto Tocava”

Entre o salto alto e o silêncio

Sempre me acharam meio patricinha. Daquelas que usam brinco combinando com o look, que parece que nunca está descabelada e tem uma bolsa que fala por ela. E talvez eu seja mesmo. Meio patricinha. Meio louca. Meio certinha demais. Um Frankenstein feito de gloss, metas e crises existenciais. É que eu sou um pouquinho deContinuarContinuar lendo “Entre o salto alto e o silêncio”

A pressa de ser tudo

e a capinha do celular que me lembrou de ser só o que eu posso agora – por b. monma Outro dia, peguei o celular para responder alguém — provavelmente mais uma cobrança disfarçada de gentileza — e me dei de cara com a frase que carrego todos os dias sem perceber: “Slow down, you’reContinuarContinuar lendo “A pressa de ser tudo”

O que se vê quando a vitrine quebra

A gente achava que a vitrine era o mundo. Que o vidro brilhava porque era puro, e não porque refletia as luzes artificiais que a gente mesmo pendurou ali. A gente chamava de liberdade. De sucesso. De “conquistar o que é seu”. E por muito tempo, isso bastou. Mas um dia a vitrine quebrou. TalvezContinuarContinuar lendo “O que se vê quando a vitrine quebra”

 O dia em que a vitrine quebrou

Depois do exposed fashionista, a China não parou por aí. Ela continuou puxando o fio da etiqueta e, quando a gente viu, a vitrine toda tinha caído. O que sobrou foi aquilo que ninguém gosta de encarar: as contradições do sistema que a gente aprendeu a chamar de liberdade. Entre uma sanção aqui e umaContinuarContinuar lendo ” O dia em que a vitrine quebrou”

O dia em que Katy Perry viu o invisível

(ou: quando a fama flutuou e a alma pesou) Dizem que a Terra vista do espaço parece um botão azul costurado no nada. Dizem também que o silêncio lá em cima é tão alto que a gente ouve o que não tem som. E foi pra lá — pra esse silêncio — que Katy PerryContinuarContinuar lendo “O dia em que Katy Perry viu o invisível”

O Exposed Mais Caro do Mundo

Outro dia, enquanto passava o dedo pelas novidades do TikTok com a leve intenção de não pensar em nada, apareceu um vídeo que prendeu minha atenção. Uma moça dizia, animada, que tinha garantido sua bolsa Hermès com 80% de desconto — “depois do exposed da China”, ela completava. Fiquei curiosa. E fui atrás. O queContinuarContinuar lendo “O Exposed Mais Caro do Mundo”

o que (não) vemos pela janela

Assisti àquela série nova da Netflix, Adolescência, e confesso que passei os 40 minutos com um aperto no peito e um milhão de pensamentos na cabeça. A câmera não pisca. A gente também não consegue piscar. Porque ali, naquela escola, naquela tensão toda, naquele menino perdido entre likes, ameaças e o peso de existir, moraContinuarContinuar lendo “o que (não) vemos pela janela”

O Conclave e o Wi-Fi Celestial

Entre a fé e o poder, sempre houve um jogo de cadeiras—mas nem sempre quem senta é quem realmente tem a conexão divina. Se tem uma coisa que sempre me intrigou é como certas decisões na história foram tomadas sob o pretexto de serem “divinas”. Reis eram escolhidos pelo “direito divino”, batalhas eram travadas “emContinuarContinuar lendo “O Conclave e o Wi-Fi Celestial”

Por que escrevo um blog em 2025?

Escrever um blog em 2025 é como nadar contra a corrente – exige fôlego, mas nos lembra que ainda somos donos das nossas próprias palavras. Sempre escrevi. No papel, no celular, em qualquer lugar onde pudesse despejar meus pensamentos antes que se perdessem no fluxo da rotina. Escrever me ajuda a organizar a mente, aContinuarContinuar lendo “Por que escrevo um blog em 2025?”

Crawling Back to Nostalgia

A gente passa tanto tempo tentando ter controle sobre tudo que esquece o quanto é bom se perder um pouco. Ouvir Hozier transformar “Do I Wanna Know?” foi como abrir um portal para uma saudade que eu nem sabia que sentia. Algumas saudades são diferentes de outras. Existem aquelas saudades fofas, tipo saudade de umContinuarContinuar lendo “Crawling Back to Nostalgia”

Ainda estou aqui. E se não estivesse?

Ninguém ensina a lidar com a ausência. A morte, ao menos, tem um ritual, um desfecho, um ponto final ainda que doloroso. Mas o desaparecimento não. Ele é um vácuo onde as perguntas ecoam sem resposta, um labirinto sem saída, um relógio que nunca chega à hora certa. O filme Ainda Estou Aqui traduz essaContinuarContinuar lendo “Ainda estou aqui. E se não estivesse?”

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