Em 2025 eu não apenas vivi.Eu aprendi.E nem todo aprendizado foi gentil. Perdi tempo e talvez essa tenha sido a maior perda.Trabalhei demais, sobrevivi demais, me doei demais, enquanto a vida, silenciosa, pedia presença.Mas junto com essa perda veio o maior ganho: propósito.Porque quando a gente entende por que caminha, o peso do caminho muda.ContinuarContinuar lendo “26 lições que levo para 2026”
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Minha visão política mudou. E isso diz mais sobre a vida do que sobre política.
Sua visão política mudou ao longo do tempo? Sim. Minha visão política mudou ao longo do tempo. E não porque eu troquei de ideologia, mas porque eu cresci. Quando a gente é mais novo, tudo parece simples. Existe o certo, o errado, o vilão, o herói, a solução pronta. Depois a vida acontece. E aContinuarContinuar lendo “Minha visão política mudou. E isso diz mais sobre a vida do que sobre política.”
Natal não é sobre excesso
O Natal costuma ser vendido como abundância. Mesa cheia, casa cheia, agenda cheia, sentimentos embalados em papel dourado. Mas talvez o que falte não seja mais coisa alguma. Talvez falte silêncio. Presença. Verdade. Há algo profundamente contraditório em celebrar o nascimento de alguém que pregou desapego, simplicidade e amor radical… cercados de excessos que nosContinuarContinuar lendo “Natal não é sobre excesso”
sobre coroas, ilusões e o preço da evolução
Às vezes eu assisto séries de época para esquecer da vida, mas acabo lembrando demais. Comecei a rever The Tudors. Um desfile de coroas pesadas carregadas por gente leve demais. Um mundo governado por impulsos de homens que confundiam poder com permissão divina, e vaidade com destino. E enquanto eu via inocentes sendo arrancados daContinuarContinuar lendo “sobre coroas, ilusões e o preço da evolução”
Escrever, mesmo quando dá medo
Não foi uma epifania. Foi uma dúvida. Aquelas que não chegam gritando, chegam sentando no sofá, cruzando as pernas, olhando pra você como quem diz: “e o futuro?” Escrever sempre foi o jeito que encontrei de colocar minhas ideias no mundo. Não porque eu quisesse ser ouvida. Mas porque, se eu não escrevesse, elas ficavamContinuarContinuar lendo “Escrever, mesmo quando dá medo”
Entre o raso e o profundo
Enquanto você dispara indiretas vazias no story, eu escrevo textos que respiram fundo e dizem o que você não tem coragem de nomear. Essa é a diferença. Tem gente que precisa de plateia para existir, eu preciso de silêncio. Tem quem escolha a provocação rasa, eu prefiro a palavra que atravessa. Enquanto uns acionam aContinuarContinuar lendo “Entre o raso e o profundo”
O Homem Que Não Cabia no Próprio Ego
Nem todo monstro late. Alguns chegam com sorriso de manual, perfume de respeito e promessas ensaiadas. Alguns te mandam bom dia com a mesma boca que mais tarde vai cuspir insultos. Eles não destroem móveis, destroem você. E ainda esperam ouvir “desculpa enquanto varre seus próprios cacos do chão. Ele entra na vida como quemContinuarContinuar lendo “O Homem Que Não Cabia no Próprio Ego”
A menina que queria aprender por música
Quando eu era criança, pedi para que a professora explicasse a matéria em formato de música. Ela achou estranho. Chamou minha mãe pra conversar. Talvez tenha visto ousadia, talvez insubordinação, mas no fundo eu só queria entender o mundo de um jeito que fizesse sentido pra mim. Enquanto uns aprendiam decorando fórmulas, eu precisava sentirContinuarContinuar lendo “A menina que queria aprender por música”
Entre Deus, o dado e o poder
por b. monma Já reparou como a história se repete, só que com uma roupa diferente?Ontem eram os generais e seus tanques. Hoje são os algoritmos e seus códigos.O controle continua o mesmo, só mudou de roupa. A gente estudou na escola que a Coreia do Norte vive numa ditadura desde 1948,mas quase ninguém falaContinuarContinuar lendo “Entre Deus, o dado e o poder”
A cidade que nunca chega
São Paulo, 1976. O jornal fala de enchentes, poluição e promessas políticas. De carros que já não cabiam nas ruas, e de pessoas que já não cabiam nos sonhos. Diziam que era o preço do progresso. Me pergunto: e se o progresso for justamente o que nos impede de progredir? A cidade crescia mais rápidoContinuarContinuar lendo “A cidade que nunca chega”
Não deixe o samba morrer
O samba, que já foi sangue do Brasil, anda esquecido. A nova geração samba com o dedo no feed, ao som de quinze segundos descartáveis. E então aparece Virgínia, coroada rainha da Grande Rio. Um trono que pesa, um cargo gigante, e que incomoda. Incomoda porque os “artistas validados” não a reconhecem, reduzem-na a “subcelebridade”.ContinuarContinuar lendo “Não deixe o samba morrer”
Empreender é dar bom dia pra quem quer te ver falir
Empreender, pra mim, não é só sobre vender.É sobre sobreviver. Eu achava que o mais difícil seria montar CNPJ, entender imposto, negociar com fornecedor, tentar fazer o cliente entender que picanha não é filé mignon. Achava que o terror viria em forma de boleto. Boba eu. O verdadeiro filme de terror tem nome: gestão deContinuarContinuar lendo “Empreender é dar bom dia pra quem quer te ver falir”
Meu top 10 filmes: O casamento do meu melhor amigo ou o que ficou depois que não ficou
Eu não lembro exatamente quando vi O Casamento do Meu Melhor Amigo pela primeira vez. Mas sei que foi com a minha mãe. E sei que foi só a primeira de muitas. Vi tantas vezes que o roteiro virou memória afetiva, e a Julia Roberts virou quase amiga íntima, com aquele sorriso que esconde oContinuarContinuar lendo “Meu top 10 filmes: O casamento do meu melhor amigo ou o que ficou depois que não ficou”
Sobre Deus, religião e meu altar particular
Sempre me achei meio herege. Mas não do tipo que rejeita Deus — do tipo que acha Ele tão grande, tão vasto, que não pode caber numa só doutrina. Eu gosto de rezar o Pai Nosso, mas também acendo incenso. Carrego cristal na bolsa, mas também folheio a Bíblia e faço o sinal da cruzContinuarContinuar lendo “Sobre Deus, religião e meu altar particular”
Sobre as coincidências que têm cara de recado
Eu sei, pode parecer bobagem. Mas tenho essa mania de dar importância pras pequenas coincidências. Tipo quando olho o relógio e tá 22:22, ou quando uma música começa a tocar justo no exato momento em que penso em alguém. Pra muita gente é só acaso. Mas pra mim tem gosto de bilhete secreto do universo,ContinuarContinuar lendo “Sobre as coincidências que têm cara de recado”
Sobre quem eu sou sem as minhas máscaras
Às vezes me pergunto quem eu seria se tirasse tudo. Se deixasse de lado o medo, a vaidade, a mania de agradar, o trauma disfarçado de sarcasmo. Se largasse as poses que inventei pra caber melhor no mundo. Quem restaria? Quero acreditar que seria o que Jung chama de Self — meu espírito na formaContinuarContinuar lendo “Sobre quem eu sou sem as minhas máscaras”
Sobre transformar o peso em força
Outro dia me peguei pensando em quantas vidas moram dentro de mim. Sou filha, neta, bisneta de histórias que nem sei direito, mas que de algum jeito me moldam. Carrego medos que não são meus, culpas herdadas, padrões repetidos com tanto zelo que parecem quase devoção. Por muito tempo achei que isso era injusto. PorContinuarContinuar lendo “Sobre transformar o peso em força”
Sobre sentir demais (e organizar o caos)
Tem dias que eu acordo carregando o mundo nas costas. E nem é força de expressão — sinto mesmo o peso do que não é meu: a dor do outro, o medo coletivo, as tragédias que nem aconteceram mas eu já sofro por antecipação. Ser sensível é bonito na bio do Instagram, mas na práticaContinuarContinuar lendo “Sobre sentir demais (e organizar o caos)”
Sobre sombras e a mulher que escolho ser
Às vezes acho que estou no meio de uma travessia estranha: entre a mulher que esperaram que eu fosse e a mulher que eu, teimosa, decidi ser. É um caminho meio solitário, confesso. Porque a cada passo deixo pra trás uma expectativa, um rótulo, uma conveniência que fazia minha vida caber melhor nos olhos dosContinuarContinuar lendo “Sobre sombras e a mulher que escolho ser”
Bem-vindo, agosto
Chega agosto e, com ele, aquela sensação de começo. Não é janeiro, não é segunda-feira, mas é o mês em que a vida parece me chamar pelo nome e dizer: agora é você. Agosto é meu mês de florescer, de relembrar quem eu sou, de agradecer por mais um ciclo e também de me permitirContinuarContinuar lendo “Bem-vindo, agosto”
Sobre escolhas e fantasmas invisíveis
Ando pensando se sou mesmo tão livre quanto gosto de me achar. Porque, olha só, a teoria é linda: você faz suas próprias escolhas, constrói sua vida, dirige seu destino. Mas aí eu paro e penso: até que ponto sou eu mesma que escolho? E até que ponto sou apenas um monte de vozes antigasContinuarContinuar lendo “Sobre escolhas e fantasmas invisíveis”
Sobre paciência (ou a falta dela)
Ah, paciência… Palavrinha bonita pra um troço que me escapa com a mesma facilidade de água entre os dedos. Me dizem pra confiar, pra deixar a vida fluir, pra soltar o controle — e eu rio, meio nervosa, porque controlar as coisas é meu passatempo favorito. Dá uma falsa sensação de poder, quase confortável. Quase.ContinuarContinuar lendo “Sobre paciência (ou a falta dela)”
De canto em canto, eu fui ficando
Se tem uma coisa que sempre me acompanhou, além da minha franja torta nas fotos da 7°ano e do drama leonino desnecessário, foi esse dom esquisito de caber em mais de um lugar. Nunca fui de panelinha. Eu era o tempero. Aquela que se dava bem com todo mundo, mas não se perdia em ninguémContinuarContinuar lendo “De canto em canto, eu fui ficando”
Sobre o caminho certo
Sabe o que me atormenta às vezes? Esse medo bobo de estar indo pelo caminho errado. Como se existisse uma placa em algum lugar escrito “Bruna, é por aqui, sua tonta” e eu, claro, tivesse passado direto porque estava distraída pensando no que sentir. Eu queria um Waze da alma, com voz suave me dizendo:ContinuarContinuar lendo “Sobre o caminho certo”
Sobre ver demais
Outro dia me peguei pensando se esse meu hábito de cavar sentido em tudo é benção ou cilada. Se esse jeito de sondar o invisível, fuçar silêncio e farejar nuances é um dom espiritual ou só o meu jeito preferido de enlouquecer com classe. Tem gente que vive no raso, e olha — admiro. DeveContinuarContinuar lendo “Sobre ver demais”
A faxina silenciosa
Outro dia, eu chamei Deus pra uma reuniãozinha particular. Sem pauta oficial, sem ata, sem palmas. Só eu, a alma cansada e uma verdade entalada: “Deus, eu não quero mais saber de fofoca. Não quero mais conversa vazia. Eu quero crescer, não escutar.” Deus, que é muito eficiente, não me respondeu com uma luz místicaContinuarContinuar lendo “A faxina silenciosa”
Como vou realizar isso?
Outro dia, anotei no caderno três coisas que eu queria ser: menos reativa, mais poética e um pouco mais minha. Simples assim. Três frases curtas, que de tão simples quase passam batido… mas que, na prática, são uma revolução disfarçada de meta do mês. Ser menos reativa, por exemplo, parece fácil até o momento emContinuarContinuar lendo “Como vou realizar isso?”
O Vício da Autoridade
Talvez a gente ache que vive num mundo moderno, racional e emancipado. Mas e se, no fundo, ainda estivermos presos às velhas estruturas de poder que tanto criticamos? Esta é uma daquelas perguntas que cutucam e incomodam. Entre padres, juízes, presidentes e coaches, o que realmente buscamos? Ordem ou conforto? Liberdade ou um pai queContinuarContinuar lendo “O Vício da Autoridade”
O Conclave e o Wi-Fi Celestial
Entre a fé e o poder, sempre houve um jogo de cadeiras—mas nem sempre quem senta é quem realmente tem a conexão divina. Se tem uma coisa que sempre me intrigou é como certas decisões na história foram tomadas sob o pretexto de serem “divinas”. Reis eram escolhidos pelo “direito divino”, batalhas eram travadas “emContinuarContinuar lendo “O Conclave e o Wi-Fi Celestial”
Por que escrevo um blog em 2025?
Escrever um blog em 2025 é como nadar contra a corrente – exige fôlego, mas nos lembra que ainda somos donos das nossas próprias palavras. Sempre escrevi. No papel, no celular, em qualquer lugar onde pudesse despejar meus pensamentos antes que se perdessem no fluxo da rotina. Escrever me ajuda a organizar a mente, aContinuarContinuar lendo “Por que escrevo um blog em 2025?”
Monma: Entre Portais, Entre Mundos e Entre o Caos da Minha Mente
E se a resposta que você busca sobre quem você é já estivesse escrita no nome que você carrega? Eu só queria descobrir o significado do meu sobrenome. Uma pesquisa rápida, nada muito profundo. Mas, como tudo na minha vida, as coisas nunca acontecem de forma linear e simples. Comecei buscando uma resposta e, antesContinuarContinuar lendo “Monma: Entre Portais, Entre Mundos e Entre o Caos da Minha Mente”
Crawling Back to Nostalgia
A gente passa tanto tempo tentando ter controle sobre tudo que esquece o quanto é bom se perder um pouco. Ouvir Hozier transformar “Do I Wanna Know?” foi como abrir um portal para uma saudade que eu nem sabia que sentia. Algumas saudades são diferentes de outras. Existem aquelas saudades fofas, tipo saudade de umContinuarContinuar lendo “Crawling Back to Nostalgia”
Ainda estou aqui. E se não estivesse?
Ninguém ensina a lidar com a ausência. A morte, ao menos, tem um ritual, um desfecho, um ponto final ainda que doloroso. Mas o desaparecimento não. Ele é um vácuo onde as perguntas ecoam sem resposta, um labirinto sem saída, um relógio que nunca chega à hora certa. O filme Ainda Estou Aqui traduz essaContinuarContinuar lendo “Ainda estou aqui. E se não estivesse?”
O Grande Espetáculo da Mediocridade
Era uma vez um homem chamado Tonho. Mas não qualquer Tonho. Este era O Tonho. O maior espetáculo de apatia que já pisou nesta terra. Se houvesse uma Olimpíada da preguiça, ele levaria ouro, mas provavelmente reclamaria do peso da medalha. Tonho não andava, se arrastava. Cada passo seu parecia um sacrifício digno de épicosContinuarContinuar lendo “O Grande Espetáculo da Mediocridade”
O Peso do Mundo e Outros B.O.s
Outro dia acordei com uma certeza: estou exausta de carregar o mundo nas costas. E antes que você me pergunte “mas quem te deu essa missão?”, já adianto que ninguém deu. Peguei por conta própria. Fui lá e me servi de um pratão de responsabilidades emocionais, existenciais e financeiras, tudo regado a um molho agridoceContinuarContinuar lendo “O Peso do Mundo e Outros B.O.s”
Relato de uma sobrevivente do próprio dia
Comecei o dia lutando com o despertador. Quer dizer, lutando é um exagero. Eu só perdi mesmo. Adiei uma, duas, duzentas vezes, na ilusão de que cinco minutos fariam alguma diferença na minha vida. Spoiler: não fizeram. Levantei com a energia de um celular no modo economia, mas decidi começar o dia relax. Namorei meuContinuarContinuar lendo “Relato de uma sobrevivente do próprio dia”
O Peso do Bom Coração
Tem gente que nasce com um coração que transborda. Daqueles que não sabem amar pela metade, que se jogam de olhos fechados, que fazem o impossível por quem nem sempre faria o mínimo por eles. E o mais curioso é que, no meio disso tudo, essas pessoas não sentem que estão perdendo nada—até o diaContinuarContinuar lendo “O Peso do Bom Coração”
O Dia em que Faltou Luz e Sobramos Nós
Era uma quarta-feira comum até que, do nada, voltamos no tempo para a Idade Média. Não porque o mundo acabou, mas porque esquecemos de pagar a conta de luz. Um detalhe besta, um mero descuido, um sinal claro de que a vida adulta é basicamente um looping de boletos, prazos e esquecimentos estratégicos. A verdade?ContinuarContinuar lendo “O Dia em que Faltou Luz e Sobramos Nós”
Manual prático do especialista em nada
Todo mundo já conheceu um. O ser humano que sabe tudo, resolve tudo, opina sobre tudo… menos sobre a própria vida. Aquele tipo que te analisa como se fosse um coach não certificado, distribui conselhos que ninguém pediu e, claro, te julga com um rigor que nem Freud teria paciência. Eles são especialistas em negóciosContinuarContinuar lendo “Manual prático do especialista em nada”